Volatilidade dos anseios

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“Reconheçamos: estamos voláteis. É o ambiente que nos condiciona a isso ou será da natureza humana essa inconstância? Ora queremos, ora não mais. Sujeitos a uma enxurrada de acontecimentos que envelhecem rapidamente, estamos numa luta árdua em prol das constâncias. Mas, se a continuidade é coisa rara, bom para se pensar se não é nela que está o verdadeiro sentido. Relações fugazes, informações sucessivas, certo é que o fast food está aplicado a quase tudo e isso tem nos deixado exaustos e carentes de essência. Estamos num vácuo de impermanência de sentimentos, de realizações profundas, de contato maior. Dormimos numa realidade e acordamos noutra. É a política, é a economia, a fé. São os indicadores, as amizades. As referências estão se evaporando. E, na luta árdua, sentimo-nos muitas vezes vencidos e aderimos a essa bandeja de ofertas com gostos rápidos. Qual, então, seria uma experiência distinta da manada que segue o rápido, contudo não se satisfaz? Volte-se para suas vozes interiores; acrescente serenidade a seus dias, silenciando-se sobre o fugaz; elimine diariamente muitas das toxicidades mundanas e olhe para o céu de forma a trazer as coisas dele para seu espaço tão caótico e doloroso. Queira demasiadamente coisas mais lindas e perenes. Pergunte-se sobre suas vontades e o real significado de sua curta passagem por aqui. Alongue a sua paz e preocupe-se pouco com as exigências humanas.”

(Adriana Araf)

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