Uma passagem da obra

(…) Em suma, o balanço dos créditos e dos débitos estão fadados a fechar de algum modo coerente com o passar do tempo. Mas eu não me importava nem um pouco com isso. Eu não me importava de ter de morrer mais cedo por conta de algum ajuste a ser realizado. As possibilidades devem seguir sua própria lógica, e do jeito que elas bem entenderem. Pelo menos agora posso dizer que estou com a vida ampliada. Isso é maravilhoso. Eu estava reagindo nessa vida expandida. Nesse período que me foi estendido, eu sentia que estava viva. Eu não estava sendo consumida. Ou, ao menos, a parte não consumida podia viver e me fazia sentir viva. Por mais que uma vida seja longa, não vejo sentido em experimentá-la sem a sensação de estar viva. Agora eu via isso com total clareza (…)”

(Haruki Murakami, em Sono, 2015)

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