Uma confissão eterna

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“Leia essas adocicadas palavras Eu vou te amar para sempre.

Guarde todas elas em seus dias e em seus silenciosos momentos. Em suas reflexões sobre onde foi parar o amor do mundo. Enquanto vê as flores do seu jardim e coloca água nos potes.

Diga mil vezes essa frase linda e essencial que faz todo o resto parecer restante. Em seus medos, repita calmamente “E-u  v-o-u  s-e-r  a-m-a-d-o  p-a-r-a  s-e-m-p-r-e”. E isso afastará tudo o que não serve.

Não ligue para os hipotrélicos. Siga Guimarães Rosa nisso. Se um dia eles forem amados como você, eles serão convertidos e terão leite e mel sobre suas almas.

Em caso de dúvidas, expulse-as como esse decreto de amor labial. Ser amado para sempre é o melhor amuleto que se pode carregar na alma.

Essas palavras são bálsamos. Refresco na quentura. Fervura no frio. Alívio e satisfação. Aroma para situações cruas. Consolação para os dias mornos.

Quem é verdadeiramente amado é imortal. Essas palavras são sagradas. Ungidas. Maná.

Faça sol, faça chuva ou não faça nada: eu vou te amar para sempre. Tempestades, ventos.  Uivos. Eu vou te amar para sempre. 

No silêncio estático e profundo, eu vou te amar para sempre. Em minhas ausências cada vez mais severas, eu vou te amar para sempre.

Essa frase nutre as inquietezas, sereniza os impulsos e reúne uma certeza volumosa de existência plena em alguém solto nesse mundo barulhento. E ela é verdadeira, autêntica, efetiva, exata, fiel, genuína. Veras.  Fato. Larga. Expandida. Cumprida.

O sempre no amor alcança uma vida.  Outras vidas.

As nossas vidas.  As nossas duas vidas. E se derrama sobre nós.

Eu vou te amar para sempre”

(Adriana Araf)

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