Trecho da obra Tarântula, de Dylan

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No lugar em que eu moro agora, a única coisa que faz
o bairro seguir em frente é a tradição — como você pode
imaginar — não serve pra muita coisa — tudo
à minha volta apodrece… não sei há quanto tempo isso
tem acontecido, mas se continuar desse jeito, logo

vou ser um homem velho — e eu só tenho 15 anos — o único
emprego por aqui é na mineração – mas Jesus, quem quer
ser um mineiro… eu me recuso a ser parte de uma
morte tão rasa — todo mundo fala da idade
média como se aquilo fosse realmente na idade média —
vou fazer o que for pra sair daqui — minha mente
está descendo rio abaixo — eu venderia minha
alma pro elefante — eu enganaria a esfinge —
eu mentiria pro conquistador… embora você possa
me entender mal, eu chegaria inclusive a
assinar um contrato com o demônio… por favor
pare de mandar relógios de pêndulo — chega de
livros ou de cestas de presentes… se você vai
me mandar algo, me mande uma chave — hei de
achar a porta onde ela se encaixa, mesmo que leve
o resto da minha vida…”

Para mais: http://zh.clicrbs.com.br/rs/entretenimento/livros/noticia/2016/10/conheca-os-livros-de-bob-dylan-7772538.html

 

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