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“Diante dos impactos da vida, precisamos ser fortes. Mesmo embargada, sai de nosso interior uma voz de comando que nos diz o contrário ao que estamos sentindo. São as tais palavras de ordem para que a vida continue seguindo em meio a perdas e desatinos, em meio a ruínas e restos emocionais. Zonzos, em agonia, nada ouvimos, mas a voz deve falar. A ela cabe nos obrigar a levantar os olhos e dar forças às pernas. Despedaçados por vazios instaurados bruscamente, a voz manda resistir. Ficamos muitas vezes menores com as ocorrências. Tudo nos encurta, nos corta, nos mobiliza. Mas a voz sai de qualquer modo. E clama luz sobre essas escuridões que fecham nossas almas. Isso não significa um feixe de cura caindo sobre os dias de luto. Dor profunda se incumba, amortiza, todavia nunca sara. Esclareça-se que a luz invocada pela voz se traduz geralmente numa direção mais ou menos certa de que haverá uma recomposição e uma sucessão de situações que levarão a uma sobrevivência dura, porém necessária. E a seguir. E estar em pé de novo, mesmo com todo o chão subtraído dos pés, mesmo com o rosto afundado nas mãos, mesmo com as esperanças vazias, mesmo que a força seja fraca e os dias não tão mais interessantes assim.”

(Adriana Araf)

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