Se…

“Se tudo passa, porquê então sou eu um porto onde muitas coisas ficam atracadas, envelhecendo, como barcas juntando mofo? Se tudo passa, porquê não acontece um furacão e revira tudo como forma de forçar uma reconstrução? O que incomoda é essa paisagem igual, sujeita a chuvas caudalosas e sol escaldante, ali, com tudo exposto, sem proteção, carcomido por um tempo sofrido que custa a passar, como se a minha própria natureza pudesse absorver por misericórdia algo que nem ela mesmo aceita…”

(Adriana Araf)

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