Revivência

adrie

(…) “E assim é que o tempo encena outra vez os espetáculos mais curiosos e mais sinceros do coração humano. O passado surge novamente, entrelaçando todos os seus sonhos e aspirações, e sobre sua prata banhada ainda se vê, intacta, a oxidação da falsidade. Dessa forma, um homem pode chegar a uma compreensão muito mais profunda de si mesmo, a uma percepção que em sua juventude estava fora de seu alcance. Quando contemplamos nossa velha aldeia a partir de uma montanha distante, por mais que os detalhes daquela época tenham se apagado da memória, o significado de ter ali vivido se torna claro e nítido. Até mesmo o buraco que havia no chão da praça, outrora tão importante, agora cheio de água da chuva, reluzindo ao sol, assume uma beleza simples e óbvia.”

in Cavalo Selvagem, de Yukio Mishima.

 

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