Pelo sim, pelo não, consulte-se

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“Só diga sim ao que realmente importa. Abuse do não para não ser abusado. O sim tem uma frequência viva, atrai aberturas e novidades. O sim rende. Porém, usado de forma aleatória e submissa, seja para agradar, não contradizer ou disfarçar atos contrários, acumula cansaços e vincula sua alma a compromissos indesejados. Faça uso do não de forma educada, polida, mas de modo a não se dispor. Vale o jogo de palavras de longo alcance: se indisponha para não se dispor.

sim, claro, tem essa altivez própria, desnudo. É mais livre e receptivo. O não é um ponto final traduzido em três letras e o sim, parágrafo-travessão. O sim é todo gestacional de esperanças. Já o não é abortivo por si só.

O não, embora com ar abrupto, tem a força de encerrar os episódios e te blinda de desdobramentos. Se dito uma vez e for entendido pelo interlocutor como fraco, acompanhe as tentativas de convencimento e de buscas por quebrá-lo, deixando, ao final, soar leve e novamente de sua boca esse sonoro que tem o incrível poder de poupar sua energia vital.

Experimente: um não pode até te causar arrependimentos presentes e futuros quando dito em situações emocionalmente cabulosas, todavia, se avaliado em extensão, vai encurtar dissabores a ponto de você se convencer que deveria tê-lo dito bem antes.

Pelo sim, pelo não, consulte-se. Se for sim, verbalize com toda a sua força. Se for não, evite inteligentemente dizer sim no lugar.”

(Adriana Araf)

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