Passagens literárias

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“Não há nada como refazer a realidade. (…) O jeito é enfrentar. Segurar as pontas e enfrentar. E não importa sobre o quê.

É claro que, tal como ocorre quando qualquer pessoa morre, embora muitos sofram, outros permanecem indiferentes, ou se sentem aliviados, ou então, por motivos bons ou maus, ficam na verdade satisfeitos.

É justamente o que há de normal nos funerais o que os torna mais dolorosos: mais um registro da realidade da morte que avassala tudo.É porque a intensidade mais perturbadora da vida é a morte. É porque a morte é injusta. Para quem provou a vida, a morte não parece nem sequer natural.

(No quarto, ela sentou-se a seu lado e segurou-lhe a mão, pensando: quando a gente é jovem, é o exterior do corpo que é importante, a aparência externa. Quando envelhecemos, é o que está dentro que importa, e as pessoas não ligam mais para a aparência)

(in Homem Comum, de Philip Roth)

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