Detalhes femininos dela…

 

“O que me chama a atenção nela? São os os detalhes dos detalhes.

Não é o batom na boca, é a cor que combina com ela.

Não é o vestido florido, e sim os seus movimentos.

Não é a risada gostosa, e sim a energia contagiante.

Não é o cabelo preso, e sim quando eu o solto.

Não é a companhia, e sim a sua presença…”

(Adriana Araf)

“Toda poesia”, de Paulo Leminski

Lendo Leminski, interessante…

“Bem no fundo, no fundo, bem lá no fundo, a gente gostaria de ver nossos problemas resolvidos por decreto.

A partir dessa data, aquela mágoa sem remédio é considerada nula e, sobre ela, silêncio perpétuo!

Banido  por lei todo o remorso; maldito seja quem olhar pra trás. Lá pra trás não há nada. É nada mais.

Mas problemas nãos se resolvem.  Problemas têm família grande. E, aos domingos, saem todos para passear. O problema, sua senhora e os  probleminhas de mãos dadas”. (PL)

Segunda, tudo em harmonia, tudo começa tudo de novo….

Oferta de sentimentos

 

Não me machuque com o seu “não me ame”

Me cura com o seu “quero você”

Não são apenas frases. São ofertas de sentimentos.

A primeira, retira o sabor da vida.

A segunda, adoça meus dias, tempera minha respiração.

A segunda, me traz pra perto.

A segunda me torna primeira.

É onde eu quero ficar. Dentro do teu amor…

 

(**para Déborah e Felipe)

Em vez de…

 

Em vez de se limitar, liberte-se.

Em vez de chorar, sorria.

Em vez de julgar, aceite.

Em vez de esperar, aconteça.

Em vez de reclamar, aproveite.

Em vez de culpar, perdoe.

Em vez de morrer para as coisas da vida, viva imensamente as coisas dela…

(Adriana Araf))

 

Menina Rosa…

 

A cena delicada no metrô tomado de gente me chamou a atenção: uma menina toda rosa ali, no meio da multidão, buscando se esquilibrar.

De vestido rosa, cuidavas das alças igualmente rosas, de cetim. Nos pés, sandálias com motivos florais e unhas pintadas certamente por ela mesma, cujo cortono, mal feito, induzia a mensagem subliminar de cuidados próprios.

Nos ombros, ainda franzinos, uma mochila rosa, com variedades de chaveiros em tons igualmente rosas. Fortes, fracos, mas eram rosas.

Do rosto, bochechas alegres anunciavam olhos firmes. Vida pura.

Nos braços, uma agenda cheia de marcadores. Um celular agitado. Um olhar delicado. Um misto de menina-moça com moça-mulher.

Da cena rosada, a denúncia de um feminino, um arranjo, um toque leve…simplesmente linda!

(Adriana Araf))

 


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