“Pelo mito da Cabala, cada um de nós vem ao mundo com um estoque limitado de palavras para serem pronunciadas ao longo da vida: assim que atingirmos a cota permitida, partimos daqui. Isso quer dizer que quanto mais falamos, mais perdemos força vital.
Mas o próprio mito aponta uma saída para essa situação um tanto quanto interessante: as palavras BOAS, saídas da boca, porém ditadas pelo coração; aquelas que dizemos para ajudar os outros, de acalento, de amor, não entram na conta universal. Assim, pense antes de falar e prolongue você mesmo a sua vida. Se sair muita generosidade de sua boca, você se eterniza.”

Uma das maiores curiosidades humanas é procurar entender a razão dos acontecimentos, sobretudo aqueles do curso da vida.

Observa a ti mesmo e saberás razoavelmente o porquê de acontecer o que está te acontecendo.

Muitas vezes há uma série de advertências prévias.

 

Linda essa passagem…

Linda essa passagem: …
“Preciso de sabedoria porque grande parte dos problemas que tenho poderia ter sido resolvido se eu fosse capaz de aprender com a minha história antes de procurar me justificar o tempo todo. Preciso entender que sou o criador da maioria dos meus problemas. Dificuldades surgem na vida, não para nos paralisar, mas para construir espaços de aprendizagem. Sabedoria, portanto, reflete-se no modo como enxergo as coisas que me acontecem. Não há azar, sorte, maldição ou favores especiais, a não ser a dádiva de se entender que as ocorrências da vida devem nos remeter a questões que preciso aprender. Se estou ligado nisso, começo a entender que existem coisas que posso mudar e outras que tenho que aceitar. Discernir umas das outras me torna sábio. Preciso de sabedoria porque grande parte dos meus problemas poderiam ser antecipados se tivesse a serenidade para entender que faço parte da regra e não da exceção. Muitas vezes, achamos que conosco não acontecerá o que ocorreu com outros. Assim, tratamos a vida com uma leviandade crônica, até que a casa cai, a vaca vai para o brejo, alguém chuta o pau da barraca. Constantemente, temos a sensação de que as dificuldades nos perseguem. Na verdade, isso é uma declaração de que ainda não aprendi o que devia e, consciente ou não, continuo reproduzindo coisas que me trazem complicações e não soluções. Preciso de sabedoria porque ainda terei que enfrentar novos problemas. Ter a devida calma e serenidade para entender que essa é a mecânica da vida, faz-me sábio. Certa vez um pai, antes de sua morte eminente, chama o filho e lhe entrega um anel dizendo: “filho, todas as vezes que você estiver vivendo uma situação extrema, leia a mensagem que lhe deixo gravada na parte interna desse anel”. O filho acolhe o presente. Logo após o pai falece e o filho assume os negócios da família. Aí começam os problemas. Tudo vai mal: dívidas, conflitos, perdas. Desesperado, o filho se lembra da mensagem de seu pai e lê a mensagem escrita dentro do anel. Ela dizia: “Fique tranquilo. Isto vai passar”. Foi uma mensagem especial. Era aquilo que ele precisava naquele momento. Com a devida serenidade de quem entende a mensagem, o jovem começa a agir com tranquilidade, competência e firmeza, e as coisas começam a melhorar. Melhoram tanto que logo o sucesso chega de modo pleno e contundente. Um dia, contemplando o sucesso que alcançara, lembra-se novamente do anel e lê a mensagem que continha: “Fique tranquilo. Isso vai passar”. Preciso de sabedoria porque sei que ainda não sou a pessoa que deveria ser, mas também sei que já não sou mais a pessoa que era. Preciso de sabedoria para entender os tempos, os caminhos e os movimentos da vida. Para compreender que nada é imediato, que tudo tem seu tempo. Sabedoria é entender que posso escolher todas as coisas, mas não posso tudo; é estar em paz, também, com as coisas que não escolho…” Por fim, em nossa jornada profissional, capacitação, competência, atitude, informação, são coisas importantíssimas; porém, sabedoria é fundamental”.
autor: Homero Reis

Avancemos…

Tente (e consiga!) dar ao problema o tamanho que ele tem. Nem menor, para que a alienação não o fortaleça a sempre existir; nem maior, a ponto de torná-lo superior à sua coragem e resistência.  Ele tem o tamanho que ele tem e é, com toda certeza, pequeno demais diante da sua força.

Avancemos…

(Adriana Araf)

Um problema, uma flor. Se a última pétala for “sou forte”, ótimo. Invista-se de autoridade natural e declare a felicidade. Se a última pétala for “sou fraco”, ótimo. Os seus dedos estarão perfumados de tantas pétalas tiradas, você estará despojado diante da situação e, nesse momento, saberá quanta coragem existe em suas mãos. Faça o exercício. Ande por algum jardim (quase todos são bonitos), escolha uma margarida e comece a cheirar o aroma das soluções…
(Adriana Araf)

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