Ao dormir, um mantra:

“Agradeço por hoje. Me conceda um amanhã”.

 

Tenho escutado muito que meu coração necessita estar forte e que o meu cérebro precisa se recuperar.

Durante as minhas quedas eu conheci uma parte essencial do corpo humano: ombros.

São fundamentais para a saúde do espírito.

E costumam, até mesmo, revitalizar os demais…

(Adriana Araf)

Um desejo: hoje eu queria ser um barquinho.

Assim, um pontinho branco no azul imenso da vida, sendo tocado pelo vento fresco, sem aportar.

 

Antes que eu pergunte pelo sol, tenho que estar iluminada por dentro…

 

 

Seguir em frente!

A ambivalência do ser humano é mesmo inenarrável.
Durante as suas quedas, nasce uma força gigante de ficar em pé, mesmo que o cansaço esteja latente.
Durante a doença, nasce uma bruta vontade de viver, mesmo com as feridas abertas e o corpo dilacerado.
Durante a seca, nasce a esperança pelo florescer, mesmo que haja uma paralisação outonal.
Durante o pesar, nasce uma magnífica vontade de sobreviver a dor, mesmo com as partidas sentidas para todo o sempre.
Durante as perdas, um olhar sai, mesmo tímido, já sobre o que está se ganhando com aquele corte na carne.
Durante as experiências amargas, nasce um gosto adocicado somatizado em palavras “Seguir em frente”. Devo, não nego, seguirei assim que puder.
E depois segue mesmo.  Seguir em frente é a atitude mais básica do ser humano. Ele segue, simplesmente segue, até rumo ao nada, mas segue. É a velha (e não vencida) fórmula humana de resistência associada com o propósito da própria existência, do instinto de buscar por dias, pessoas, coisas, trabalho, cidades e gostos melhores, ainda que o conceito de melhor ainda não esteja assim tão bem definido.
Sangrando ou não, confiamos em nossos passos e numa força que vem para dar impulso aos nossos pés.
Temos um braço invisível que nos cutuca e puxa, num “vem cá” solitário, ordenando divinamente uma retomada.
E, passada a tormenta, olhamos para trás e detectamos o longo caminho percorrido, todavia, engraçado, depois de vencida a mesma trilha mostra-se menos confusa e mais simples do que pensávamos.
Força é algo que não podemos ver, mas que sempre sentimos.
Ninguém está só em sua viagem e ninguém é fraco para se dar por vencido.
Se o momento é desafiador e te parece sem saídas, é porque você ainda não enxergou todas as janelas que estão a sua frente.
Ei, solta os taramelas e deixa o sol entrar…
(Adriana Araf)

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