Simplesmente REINICIE…

“Quando achamos que tudo em nossas vidas está resolvido, estabelecido, definido, em zona de conforto, em bases revestidas de inquestionáveis certezas, vem uma “onda” e, de um dia para o outro, tudo muda. Como se o nosso mundo fosse tabuleiro de um jogo, com pecinhas soltas, aos quais calculávamos firmes.

Os nossos achismos de normalidade são todos jogados ao chão. E a nossa couraça ganha mais alguns milímetros.

Passamos por “ondas”. Maiores ou menores, fortes ou fracas, mas todo mundo acaba tendo seu jogo revirado de um jeito e de outro e, da reviravolta, novos caminhos são traçados sem a nossa interferência.

Então, jogados ao chão, resta-nos bater a poeira da roupa, preserver o que aprendeu, concluir o ciclo sem revoltas, levantar-se mesmo sangrando (ou se deixar ser levantado por alguém que surge), e seguir em frente, pois o jogo estará começando de novo e uma nova etapa de sua missão estará sendo aberta.

Siga com dignidade e supremacia, e simplementes reinicie.

Forças necessárias para continuar seguindo em frente? Não se preocupe com isso, elas virão por meio de pessoas, novas propostas, novas vontades, novos amores, novos ares, pela sua fé. Espaços vazios sempre serão ocupados.

Eu gosto muito de gente que cai e se levanta. Elas trazem um cansaço natural, claro, mas há nelas um olhar mais apurado, um rosto avante, um sonhar com pranto mínimo, um labirinto desvendado, uma luz buscada por encalço, uma sobrevivência testada com pouca comida e pouca bebida, uma paixão audaz por si mesmo, um espírito depurado, uma vontade de ganhar o mundo outra vez e quantas vezes forem necessárias. Uma necessidade de horizonte, de DEUS, de vida.”

(Adriana Araf))

Poema de amor à maneira pré-socrática


Neste instante diante do brilho do sol e diante da suave doçura da luz que declina sobre o cosmo, dou-me conta que tu és minha água, meu ar, meu fogo, minha terra.
Que és infinita e persistente. imperecível, perene, inextinguível, pertinaz, inesgotável.

Em ti me encontro e me diluo. Em ti me reúno e me dissolvo.
E te amo quando te moves e quando não te moves. Quando mudas e quando não mudas.
Pois és o Princípio: amoroso e erótico. És a Causa: primordial e sublime.
És Sedução ilimitada: harmonia perfeita da forma e do limite.
Concórdia consumada: da beleza e da linha.

És fogo que nunca se extingue: que me queima e me excita, consome-me e me alimenta.
És a impossibilidade lógica do não ser: pois és.
E sendo existes e existindo vives, e vivendo és vida. E sendo vida és duração.
E permaneces no infinito: de nada careces. Nada te falta: és a plenitude do ser.

E sob o ardente sol eu tento compreender a infinidade de tua figura.
Tento entender como a forma e o encanto se uniram em teu corpo.
E depois percebo somente tua materialidade. Teu existir, evidente, sensitivo, visível, notório, patente, indubitável.

E te vejo: estás ali, estás no lugar que ocupas.
Estás no espaço de teu ser. E teu lugar é teu lugar.
E nada te sobra e nada te falta: estás ali plena e suficiente.
Estás no espaço e no tempo.
E és matéria desejada. Substância cobiçada.

E amo os detalhes de tua natureza e a realidade de teu prevalecer.
Amo tua alma: plena e contingente.
Amo quando passas da potência ao ato. Da sensibilidade à supra-sensibilidade
E amo quando posso percorrer em tempo finitos tua compleição infinita.

Amo quando me revelas teu ser e eu sei que és.
Amo quando és suficiente. Quando não me faltas, quando és, quando não és ausência, quando és plenitude. Quando tua presença me basta. Quando não és escassez, nem vácuo. Quando sou feliz somente porque sei que existes, e tão só porque existes.

Te amo quando nada me é escasso neste universo porque tu estás aqui. E parece que no mundo não há nada mais que tu: porque transbordas e és profusão caudalosa.
Então penso que no princípio eras água, apenas água… eras água de chuva, água de uma lágrima, água de um beijo, água de um desejo, água na cálida umidade de teu corpo: umidade primordial, fundamental, essencial, inata, primária.

Eras água singela água na gênese de teu ser.
E então penso no ar mexendo teu cabelo e induzo que és ar, vento que vai e que vem. Espírito desta terra ensolarada e generosa.
És turbilhão que atinge minha alma e me infunde prazer, és sopro essencial, alimento saboroso.

E depois penso que és sol: que és chama, destelho e esplendor. E te amo quando o sol se detém em tua pele.
Amo ver-te sob o céu, na sideral calma de um meio-dia.

Te amo quando me entregas o fulgor de teu olhar e deixas em minha alma o gostoso sabor da vida.
E a teu lado sou grato.

Sob tua luminosidade me encho de gratidão, e me abro à suave e a fraternal lucidez da simplicidade da tarde, caindo benévola sobre teu sorriso, pelas ruas duma cidade farta de vida.
(Jorge Luis Gutiérrez)

Junção natural feminina…

Da viagem mais linda, a mais gostosa lembrança.

Do banquete mais aprazível, o sabor inesquecível.

Da flor mais cheirosa, o perfume inebriante.

Dos beijos dela, lembranças inesquecíveis e extasiantes.

Ela é a minha viagem, meu banquete.

Refestelo-me com essa junção natural feminina…

(Adriana Araf))

 

 

O céu doa e a terra agradece…

 

Girl on Fire…

http://www.youtube.com/watch?v=bCfSRJENSnc

Todo mundo vive em chamas.
Pelas coisas.
Pelos acontecimentos.
Pela vida.
Pelo que não aconteceu. Pelo que acontece. Pelo que virá.
Pelo que ferveu em algum tempo da vida.
Pelo descanso das coisas não boas.
Pelo prazer.
Pelas perdas.
Pelos ganhos.
Pelas promessas.
Para estar vivo.

 


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