O Poder do Invisível

Há um quê não visto em nossas situações difíceis (porque todo mundo as tem – menores ou maiores). Uma operação invisível que é deflagrada positivamente e faz com que coisas surpreendentes aconteçam e pessoas fascinantes apareçam. E permaneçam.
Agradeço ao invisível que não pode ser tocado, todavia pode ser sentido; que não pode ser explicado, porém é compreendido; que fala com as crianças e acolhe o medo transformando nossa fragilidade em couraça; que nos coloca em pé quando já caídos; que atua com definições dentro de uma serenidade necessária em momentos de dor, sacrifícios e dúvidas.
E, como não posso nada ver, apenas sentir, pois sou minúscula diante de tudo, minha gratidão é dirigida a todo o universo.

Saudades que o tempo não cuida

“Hoje me vejo distante da terra adorada, de onde eu nasci. Tenho saudades da primeira namorada, que não me conhece mais; do portão da minha casa, onde eu me pendurava com preguiça de abrir. Minha mãe, envelhecida, ainda junta as mãos calejadas e pede a Deus que me proteja, que eu vá na igreja e que eu sempre fique em paz. O meu rosto, já marcado, ainda guarda os traços do meu pai. O tempo passou, mas não para as minhas saudades.”

Três frases que podem ser modificadas para melhor:

a) “tem que ser assim” para “pode ser assim”;

b) “fazer o quê?” para “fazer com que”.;

c) “o tempo passa” para “aproveitar o tempo que passa”.

E não colocar o “né?” ao final delas ajuda ainda mais, pois não exige do outro a concordância automática.

Alterações simples. Resultados fantásticos. Modifica…

(Adriana Araf)

“É proibido”

Lendo Pablo Neruda, hoje, assim, de forma a beber de suas manifestações textuais adocicadas. O que leio também me cura. Neruda tem uma sonata especial. Um toque certo em nossas emoções. Aperta delicadamente nosso “botão interno”.
Vale a leitura de “É proibido”. Então, segue para seus “botões”.
Se estiverem enferrujados, o toque macio das palavras dele irá renová-los. Se soltos, tenderão a ser mais soltos ainda.
Texto livre, desenfreado. Para pessoas anormais.
“É proibido chorar sem aprender,
Levantar-se um dia sem saber o que fazer
Ter medo de suas lembranças.
É proibido não rir dos problemas
Não lutar pelo que se quer,
Abandonar tudo por medo,
Não transformar sonhos em realidade.
É proibido não demonstrar amor
Fazer com que alguém pague por tuas dúvidas e mau-humor.
É proibido deixar os amigos
Não tentar compreender o que viveram juntos
Chamá-los somente quando necessita deles.
É proibido não ser você mesmo diante das pessoas,
Fingir que elas não te importam,
Ser gentil só para que se lembrem de você,
Esquecer aqueles que gostam de você.
É proibido não fazer as coisas por si mesmo,
Não crer em Deus e fazer seu destino,
Ter medo da vida e de seus compromissos,
Não viver cada dia como se fosse um último suspiro.
É proibido sentir saudades de alguém sem se alegrar,
Esquecer seus olhos, seu sorriso, só porque seus caminhos se   desencontraram,
Esquecer seu passado e pagá-lo com seu presente.
É proibido não tentar compreender as pessoas,
Pensar que as vidas deles valem mais que a sua,
Não saber que cada um tem seu caminho e sua sorte.
É proibido não criar sua história,
Deixar de dar graças a Deus por sua vida,
Não ter um momento para quem necessita de você,
Não compreender que o que a vida te dá, também te tira.
É proibido não buscar a felicidade,
Não viver sua vida com uma atitude positiva,
Não pensar que podemos ser melhores,
Não sentir que sem você este mundo não seria igual”

Quero mudanças….pelo simples fato de causarem reboliços.
Muitas vezes a sacudida é questão de sobrevivência.

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