A noite é assim: um convite decoroso e indecoroso ao mesmo tempo.

Trabalhamos nela o nosso descanso e, também nela, inflamos nossos desejos.

Noites sempre trazem algo de novo, algo revigorante, algo que a nossa alma quer, mas finge que não quer.

Até disfarçamos, mas ela sempre nos apanha…

(Adriana Araf)

 

Refugie-se e se surpreenda!

Exercitar refúgios. Estava pensando nisso.
Que lutamos, esbravejamos, sentimos, decepcionamos, cuspimos, adoecemos, fracassamos, esperamos, amamos e sobrevivemos, isso é completamente normal na vida. Uma vida com tudo certinho, vira “vidinha” e você tende a não fazer parte de nada caso queira sempre os mesmos tons em sua existência. Estamos expostos, isso é fato.
Agora, porquê não nos refugiarmos de vez em quando? Assim  mesmo, fui ali e já volto. Pode ser ouvindo aquela música, realizando uma viagem, matriculando-se em algo, apaixonando-se de novo por pesssoas e coisas, curtindo colo de mãe, orando dias e dias para que seus apelos sejam ouvidos (ah, todos são, outra verdade). Ir para a trincheira da vida descansar quando as batalhas estão sangrentas e exigentes não significa fraqueza e nem bater em retirada e, sim, amor-próprio, um olhar especial para suas necessidades interiores. Signfica recomposição emocional para as próximas etapas, e essas virão com toda certeza. Ninguém está imune ao próximo acontecimento.
Todo mundo precisa de refúgio, todavia parar, ainda que temporariamente, é uma arte e um exercício quase sempre esquecido. O ser humano adora o “sempre a postos”, em sua ânsia de não perder oportunidades quando, às vezes, mesmo com a chance usufruída, não está ganhando nada com ela. Nesse feriado, faça isso: refugie-se a seu modo e se dê uma trégua. Isso vai aumentar muito o seu fôlego para as próximas batalhas.
(Adriana Araf)

Como a Dama da Noite, que seu perfume ocupe o olfato de alguém.

E os outros sentidos também…

Seres Humanos

Não fique idealizando demais as pessoas, pois elas são de carne, osso e sentimentos e podem, inclusive, não preencher as suas expectativas e não atingir a sua tão grande meta, sempre posta ao alto, como um sino a ser batido.
As pessoas têm suas fraquezas, seus barulhos, fases, dificuldades, medos, angústias, quedas, rompimentos e vontades também, e podem não ter esse impulso de tocar o sino num “Pronto. Consegui. Agora você me aceita?”
Admita com alegria o “cada um é cada um” e o que vier será mais prazeiroso. Há um curso natural para, pelas e em pról das coisas.
E você sairá ganhando ao trabalhar esse lado impositivo que, inclusive, é bem difícil de manter, pois tem lhe custado muitas decepções encima do que nunca vai existir: os seus desejos todos satisfeitos.

(Adriana Araf)

 

O amor é regra. E exceção também…

 


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