O interno

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“Ao tomar uma decisão de menor importância, eu descobri que é sempre vantajoso considerar todos os prós e contras. Em assuntos vitais, no entanto, a decisão deve vir do inconsciente, de algum lugar dentro de nós. Nas decisões importantes da vida pessoal, devemos ser governados, penso eu, pelas profundas necessidades íntimas da nossa natureza.”

Freud

Não ter para ter

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(…) Ter consome muita energia. Vigiar o que se tem consome ainda mais, desgasta, corrompe a alma. Bom mesmo é desfrutar. Eu não quero o veleiro, quero a viagem, não quero o disco, quero a canção. Entendes? (…)
– Sofro desta ânsia de não ter, mano. A minha maior ambição é ter cada vez menos. Quem nada tem, tem mais tempo para tudo o que realmente importa.
– Isso é budismo?
– Não. Puro preguicismo.
– Preguiça? Parece-me uma ambição enorme, sobretudo num país onde as pessoas querem ter cada vez mais.
Armando pensou um pouco:
– Talvez tenhas razão. Sou preguiçoso, mas sou um preguiçoso com grandes ambições. Se é para não ter, então quero não ter muito. Se é para não fazer, quero não fazer muitíssimo.

(José Eduardo Agualusa, em “A Sociedade dos Sonhadores Involuntários”)

Diferentes ângulos

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Ainda com Kentetsu Takamori, Daiji Akehashi e Kentato Ito – Por que vivemos“Em O Banquete, Platão menciona que todos os seres humanos nascem com um único propósito: a busca da felicidade eterna. Diante da afirmação de que a humanidade inteira compartilha o propósito universal de buscar a felicidade duradora, algumas pessoas podem protestar, alegando equivocadamente que cada indivíduo tem um propósito diferente na vida. Hoje, a tendência é enfatizar a diversidade. Acreditamos que cada pessoa brilha justamente porque é diferente e peculiar.”

Literatura Japonesa

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Literatura japonesa adorável e de primeira, Yoshida Kenko, Matsuo Basho, Kenzaburo Oe, Murasaki Shibuku, Junichiro Tanizaki, Kawakami Hiromi, Natsume Soseki, Shusako Endo. E o meu preferido disparado, Haruki Murakami (para saber mais http://gq.globo.com/Cultura/noticia/2015/01/nove-motivos-para-ler-haruki-murakami.html)

Agora lendo Kentetsu Takamori, Daiji Akehashi e Kentato Ito e o best-seller Por que vivemos, que traz profundas e belas reflexões sobre o propósito da vida. Que viagem literária! E muito acessível em todos os sentidos…

Eis algumas frases num universo de 318 páginas “A vida de cada um é o tempo que lhe foi concedido. Em que se deve gastar tamanho tesouro? Sem trabalhar, não se come. Sem comer, morremos. No entanto, mesmo comendo, morremos. Neste mundo, em que tudo desmorona, a felicidade que não perece é justamente o desejo comum de todos nós: o propósito de nossas vidas. Descubra o seu.” 

 

A Forma como me Amas, Mãe

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“Há qualquer coisa de Deus na forma como me amas, mãe.
As pessoas não são tão grandes como tu, as pessoas não aguentam tanto a vida como tu. As pessoas choram, as pessoas sofrem, as pessoas passam pela vida à procura da melhor maneira de viver. Mas tu amas-me, mãe. Tu amas-me assim, sem condições, e parece que quando me amas nem sequer existes. Apenas ficas ali, a ver-me existir, e é assim que descobres e me ensinas que a vida se resume a ver quem amas viver.

Há qualquer coisa de impossível na forma como me amas, mãe.
O possível teria de exigir que parasses quando te dói, que parasses quando o mundo, filho da puta do mundo, te obriga a inventares novas maneiras de me dares tudo o que eu preciso. O possível iria dizer-te que não, que uma só pessoa, tão pequena e tão grande como tu, não pode suportar todo o peso de duas vidas. E tu ainda aí estás, tão forte como só tu, tão impossível como só tu, a sorrir quando me vês de caderno na mão a dizer que sou o melhor aluno da turma. É claro que é bom ser bom aluno, mas o meu maior orgulho é ser filho da mãe mais impossível do mundo.

Há qualquer coisa de genial na forma como me amas, mãe.
As pessoas não inventam o tempo como tu, as pessoas não conseguem entender qual é a equação que permite estar sempre onde tem de se estar, as pessoas chegam atrasadas, as pessoas falham a responsabilidades, as pessoas por vezes esquecem-se do que têm de fazer, as pessoas não conseguem fazer com que metade do que precisariam para viver chegue para viverem sem nada lhes faltar. E tu consegues o milagre da multiplicação dos pães e dos corpos, estás no sítio exacto onde te preciso na hora exacta onde te preciso com as palavras exactas de que preciso, a falares-me de como é importante acreditar que sabemos tudo mesmo que seja importante acreditar que não sabemos nada, e eu ouço-te e percebo que o segredo da tua existência é saberes que só o amor derrota a matemática, e que número nenhum está à altura de quando me abraças.

Há qualquer coisa de eu todo na forma como me amas, mãe.
E quando me perguntarem que idade tem a minha mãe direi apenas que para sempre.”

(Pedro Chagas Freitas, em seu Prometo Falhar)


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