O direito ao exílio

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“Exilar-se como forma de proteger-se, experimentar-se, entender as próprias ideias e os impulsos. Quem exerce um direito assim sabe que, depois de praticado, se emergirá mais resoluto. As fraquezas, dúvidas, medos e outras seguidas sensações contrárias precisam ser secadas por esse decreto próprio de retirada. Não circular e nem acompanhar os movimentos alheios repetitivamente como forma de não andar em círculos e voltar exausto ao ponto de partida. Buscar a linha reta com o firme propósito de encontrar outros destinos e talvez até rever o seu para melhorar os parcos resultados e experienciar um novo olhar depois da montanha (aquela altíssima que te impede de ver o lado de lá). Para uns, dias jogados fora com reflexões sem fim. Para outros, nutrição da alma e serenidade dos barulhos internos. Para todos, uma necessidade tão igual quanto a comer ou dormir.”

(Adriana Araf)

Escarafunchar

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“É sempre isso, o escarafunchar da causa de todas as causas: uma história de amor mal acabada (ou não acontecida), um salário que não chega ao final do mês, uma roupa menor ao tamanho, uma doença que chegou levando a saúde do sorriso, um político disfarçado de boas intenções, um amigo que deu as costas quando deveria estender as mãos, um sonho apagado por falta de empenho e apoio, um desencorajamento frente a uma realidade dura que não dá tréguas. Vai-se o inverno, chega o verão e o círculo vicioso das motivações é reinaugurado. Olho pelo alpendre e penso “quiseramos nós ter mais dias de amores correspondidos, fartura material à medida das necessidades e confortos, o corpo equilibrado com a mente e ambos nutrindo a alma, políticas públicas de atendimento. Sonhos novos, revigorados em estações bem definidas”. Mas não. Na sucessão, a soma de todos os dias é essa espremida entre o sonhado e o real. O bélico. A estrada longa e os passos encurtados. É esse constante correr atrás do vento em busca de melhores ares.”

(Adriana Araf)

Aprender a ceder para sobreviver

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“Aos sonhos, como aos pesadelos, chega sempre a hora da gente acordar. É essencial compreender a realidade, viver de olhos abertos, acolher a simplicidade da vida antes de querer resolver a complexidade do mundo.

Cada um de nós tem o seu lugar no mundo, mas talvez a ninguém caiba o do centro. Nas nossas relações com o mundo, com os outros e conosco, é mais sábio aceitar do que impor, admirar do que exibir, amar do que procurar ser amado.

Viver é aprender a ceder. Assim, alibertarmo-nos de nós mesmos. Só o nosso espírito nos pode soltar porque só ele nos aprisiona.

Ser autenticamente feliz depende de uma transformação na forma de olharmos o mundo, aceitando-o sem grandes condições e agindo sem precipitações. Há que abrir espaços em nós para que a serenidade que assim se alcança convide a felicidade a fazer do nosso espírito morada sua.

A humildade e a simplicidade são formas de ser, não de parecer ser.

Um erro comum é querer ser tudo já. Nunca nada chega ou basta. E são tantas vezes as saudades a revelarem-nos o verdadeiro valor dos instantes vividos mas já passados.

As pressas atropelam o tempo. Importa não cair na tentação de querer ser senhor do próprio futuro e aprender a confiar mais. Cedendo espaço à esperança.

Afinal, quantas vezes uma tragédia, decepção, desilusão ou uma simples despedida, ao invés de serem tristes fins revelam-se, depois, como os pontos de partida das nossas maiores aventuras?”

José Luís Nunes Martins, em Filosofias – 79 Reflexões

Livros pra que te quero

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“Um dia alguém disse “É boa a companhia dos livros, pois eles não têm boca“. Pobre frase esvaziada de quem precisa do som das palavras para entendê-las. O livro, quando não entra em nossa alma, ele fala conosco diretamente por lábios imaginários, dialogando cenas, incutindo novos olhares, seduzindo nosso espaço vazio para enchê-lo de conteúdo, atraindo coisas novas, moldando nossas escolhas, abrindo novos horizontes. Os livros têm essa capacidade de incitar todos os sentidos, estimulando-nos a ser melhores, mais perspicazes, mais altos, mais cheios, mais ávidos. Entre o abrir e um fechar de um livro, uma vida acontece. Saímos transformados pela magia das palavras, embevecidos pelo novo, saudados pelo conhecimento que anteriormente não tínhamos. Nas palavras de Quintana, o livro é essa dupla delícia de estarmos sós e ao mesmo tempo acompanhados. Cada livro, na essência, é uma reinauguração de quem lê.”

(Adriana Araf)

Sete Bons Benefícios da Leitura

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A leitura influencia sua vida e sua mente de muitas formas. Além disso, em um plano fisiológico, foi comprovado que quem lê ativamente é capaz de aumentar a conectividade de seus neurônios.  Enquanto isso, no plano emocional, demonstrou-se que ao ler – principalmente ficção – aumentamos a nossa capacidade de simular o estado mental dos outros e podemos sentir mais empatia e compreensão pelos demais.

Também:

– A leitura permite que você viva novas experiências. Como? É bem simples, especialmente a literatura de ficção tem um grande efeito emocional no leitor, pois ele é capaz de sentir emoções que talvez demoraria décadas para descobrir, e isso ajuda a sentir empatia pelos personagens com os quais o leitor vai se identificando ao longo da narração.

–  A literatura é, em si, uma grande simulação da realidade. É como uma máquina do tempo que nos leva de encontro a diferentes situações e épocas, com suas características e personagens particulares.

Isso nos ajuda a sermos mais amáveis com os demais, pois nos ensina a ver o mundo da perspectiva dos outros, e nos ajuda a ter em conta as consequências dos nossos atos para com os demais. Também nos demonstra a simplicidade de virtudes como a amabilidade, a generosidade e a simpatia.

– A boa literatura sempre esteve em oposição aos sistemas de valores hegemônicos, estes que só priorizam a busca por dinheiro e poder. Os escritores se alinham à margem oposta dessa concepção de mundo. Eles nos ajudam a simpatizar com as ideias e os sentimentos que se contrapõem ao cinismo e à hipocrisia do mundo.

–  A literatura é uma cura para a solidão. E bons livros podemos encontrar personagens com os quais podemos nos identificar e, com eles, descobrimos todo o mundo que vai sendo descrito ao longo da narração. Quando o livro é interessante, atrai toda a nossa atenção e a solidão simplesmente desaparece, porque o livro vai se tornando nosso melhor amigo e companheiro.

– Os escritores nos ajudam a abrir nosso coração e nossa mente porque dão as ferramentas para nos livrarmos da paranoia e da sensação de perseguição que, muitas vezes, nos invadem.

– A leitura é um bom hábito para todos, porque os benefícios são os mesmos independentemente da idade ou da condição do leitor. É claro que cada idade tem suas próprias preferências e necessidades, mas os resultados são iguais para todos.

A leitura como um elixir que existe para nos ajudar a viver com um pouco mais de sabedoria e bondade, por isso não importa quando ou onde, se você tem a oportunidade de ler um bom livro, não desperdice …

Fonte: https://amenteemaravilhosa.com.br/7-beneficios-leitura/


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