Para se pensar

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Não deixes que termine o dia sem teres crescido um pouco,
sem teres sido feliz, sem teres aumentado os teus sonhos.
Não te deixes vencer pelo desalento.
Não permitas que alguém retire o direito de te expressares,
que é quase um dever. 
Não abandones as ânsias de fazer da tua vida algo extraordinário.
Não deixes de acreditar que as palavras e a poesia podem mudar o mundo.
Aconteça o que acontecer a nossa essência ficará intacta.
Somos seres cheios de paixão.
A vida é deserto e oásis.
Derruba-nos, ensina-nos, converte-nos em protagonistas de nossa própria história.
Ainda que o vento sopre contra, a poderosa obra continua:  tu podes tocar uma estrofe.
Não deixes nunca de sonhar, porque os sonhos tornam o homem livre.

(Walt Whitman)

Poemeto com a letra L

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Linda. Leve. Lhana.

Luxúria. Loucura. Lençóis.

Lesto. Liberal. Literal.

Livro. Leitura. Largueza.

Laura. Leda. Lívia.

Lucas. Leandro. Luiz.

Luto. Lamentável. Lágrimas.

Litigância. Litispendência. Legalismo.

Lugarejo. Leveza. Lembranças.

Liberdade. Livre. Longevidade.

(Adriana Araf)

 

Tempo das Coisas

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“(…) Fato é que as coisas vão embora, tomam seu rumo. Desvanecem-se. E o tempo consegue ser o elemento-chave dessas partidas, jogando-as cada vez mais para longe de nós. E, se recuperadas em parte algum dia em atos de recordação, simplesmente apresentam-se alteradas. Não nos vemos mais nelas em completude. Há uma nostalgia no ar para recomposições, todavia é melhor aceitar que o formato original se foi. A roupagem não se adequa mais e os anseios da época fumegaram. Fato vivido. De resto, rastros (…)

Adriana Araf

Certezas vagas

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“(…) já não preciso mais de ti, muito embora minhas atitudes insanas revelem o contrário. Tenho discos, amigos, bons vinhos, tesouras cortantes e excessos de camaradagens. Um felino caminha sob minha espreita. A parede da alcova foi retirada e o ambiente ficou amplo, único. No design, o subliminar: casa de uma pessoa só. Já não preciso mais de ti, nem de suas roupas espalhadas e nem daquelas malditas bitucas de cigarros no cinzeiro azul lavado a cada duas horas. O espaço, deveras, aumentou. O que me surpreende ainda é aquele seu cheiro influenciando a casa. O ardor. As memórias. Talvez eu tenha que buscar outros ares. Mas, como fazê-lo? As noites não ajudam e nem o sol aquece os novos dias. Tudo gira diminuindo minha pretensões (…)”

(Adriana Araf)

Longe dos aranzéis

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(…) Sempre que eu leio: fulano sumiu, sicrano nunca mais deu as caras, eu penso “deve estar cuidando da própria vida ou, ainda, na melhor das hipóteses, buscando um eu longínquo que demora encontrar”. A recomendação é pura e simples para casos puros e simplórios como esses: deixe o outro em paz e não o atormente com sua curiosidade incensante. Trate de se perguntar se não quer sumir também como fez quem saiu de cena. O sumir não significa um sumir genuinamente traduzido. É uma prerrogativa maravilhosa concedida a quem a exerce com poderio e consciência, se isso, claro, não der prejuízo material a ninguém e nem for advindo de doença latente. É uma atitude própria, curial de quem crê ser o anonimato uma fonte de energia a alimentar a alma. Esses seres desvinculados não gostam de notabilidade, nem de redes, nem de tramas, nem de aramados ou teias. Entre os direitos de ir e vir, gostam de exercer o de sumir, de evolarem-se. Foram tantas que vieram que agora, no cenário amplo das mais abrangentes formas de exposições, apenas desejam ficar longe das arengas e dos aranzéis (…)

(Adriana Araf)


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