Vietato lamentarsi, o recado papal

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(…) Se alguém tinha dúvidas sobre como o papa Francisco se sente sobre pessoas que estão sempre reclamando, a resposta agora está colada na porta de sua suíte simples na residência do Vaticano: “Proibido reclamar” (Vietato lamentarsi, em italiano).

Sob o alerta explícito, a placa escrita em italiano continua dizendo que “infratores estão sujeitos a uma síndrome de sempre se sentirem como uma vítima e a consequente redução de seu senso de humor e de sua capacidade de resolver problemas”.

fonte: http://veja.abril.com.br/mundo/papa-coloca-placa-na-porta-do-proprio-quarto-proibido-reclamar/

 

Uma confissão

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De certa forma…

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“Com as dificuldades, busca-se soluções. Na ausência de comida, o plantio e o rogo por uma safra abundante. Na assolação dos desertos, a rarefação das necessidades. Com o vazio, uma gana de esperança. Na doença, a busca voraz por vida numa luta travada com o próprio destino (seu ou dos outros). Com o vazio, o preenchimento. Nas decepções, comandos internos de (e para) não sucumbir. Na descrença, aciona-se automaticamente a esperança. Situações-limite que invocam resiliência e criatividade. De certa forma, fazendo-nos mais experientes, descobrimos em tais situações particulares outros caminhos não experimentados e propomos internamente uma maior autenticidade com as nossas vidas. É no desafio que somos testados. É na fervura da água que ela se depura.”

(Adriana Araf)

Volatilidade dos anseios

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“Reconheçamos: estamos voláteis. É o ambiente que nos condiciona a isso ou será da natureza humana essa inconstância? Ora queremos, ora não mais. Sujeitos a uma enxurrada de acontecimentos que envelhecem rapidamente, estamos numa luta árdua em prol das constâncias. Mas, se a continuidade é coisa rara, bom para se pensar se não é nela que está o verdadeiro sentido. Relações fugazes, informações sucessivas, certo é que o fast food está aplicado a quase tudo e isso tem nos deixado exaustos e carentes de essência. Estamos num vácuo de impermanência de sentimentos, de realizações profundas, de contato maior. Dormimos numa realidade e acordamos noutra. É a política, é a economia, a fé. São os indicadores, as amizades. As referências estão se evaporando. E, na luta árdua, sentimo-nos muitas vezes vencidos e aderimos a essa bandeja de ofertas com gostos rápidos. Qual, então, seria uma experiência distinta da manada que segue o rápido, contudo não se satisfaz? Volte-se para suas vozes interiores; acrescente serenidade a seus dias, silenciando-se sobre o fugaz; elimine diariamente muitas das toxicidades mundanas e olhe para o céu de forma a trazer as coisas dele para seu espaço tão caótico e doloroso. Queira demasiadamente coisas mais lindas e perenes. Pergunte-se sobre suas vontades e o real significado de sua curta passagem por aqui. Alongue a sua paz e preocupe-se pouco com as exigências humanas.”

(Adriana Araf)

Cuidado com seus medos

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“Cuidado com seus medos: de errar, de não agradar, de parecer imperfeita, de pedir, de estar com o peso acima (ou com o peso abaixo!), de perder as chances, de não se atrever, de rir (sim, de rir e parecer boba!), de questionar, de acreditar, de comprar o que quer porque o outro não quer, de fazer uma ou outra loucura (ou muitas!). De desistir, de frear, de dirigir, de nadar, de se reinventar. De experimentar novos modelos e novos perfumes. De dizer sim. De dizer não. Cuidado com essa soma de sensações paralisantes que, no produto final, vão cortar suas alegrias e experiências e encurtar as belas oportunidades de realização. Cuide primordialmente de sua coragem, alimentando-a com suas atitudes, suas ofensivas. Com suas paixões. Com seus sonhos.”

(Adriana Araf)


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