Continuidade

“É a sutil recomendação de Sun Tzu, datada do século IV a.C “dominar as artes dos caminhos longos e dos caminhos curtos”. Nós, seres humanos, fazemos certa confusão ao trilhar nossos caminhos, enveredando-se pelos curtos, quando, na verdade, o longo associado à paciência dos passos seria o recomendado. A famosa contenção dos impulsos, avaliação das pedras que impedem o movimento da caminhada, levantar dos tropeços e das inevitáveis quedas, aprender a apreciar as trilhas e a descansar para reunir forças nas pernas e na mente, sempre com a certeza de seguir adiante independentemente dos obstáculos e das paisagens secas. Continuar, em reposta à vida que reivindica essa condição a ela inerente.”

(Adriana Araf)

Consigo

“Quando a quietude chegou, foi para expandir-se (…). Lentamente, ao longo dos anos, Estha foi se retirando do mundo. Acostumou-se ao inquieto polvo que vivia dentro dele e esguichava uma tinta tranquilizante sobre seu passado. Gradualmente, a razão de seu silêncio foi se escondendo, sepultada no fundo das dobras serenas do fato em si (…). Enquanto mexia a geleia grossa, Estha pensou dois pensamentos. E os dois pensamentos que pensou são os seguintes: (a) Tudo pode acontecer para Qualquer Um e (b) É melhor estar preparado.”

(trechos de “O Deus das Pequenas Coisas”, de Arundhati Roy)

22 livros diamantes para o cérebro

1. Os Anos de Aprendizado de Wilhelm Meister, de Goethe

2. A Consciência de Zeno, de Italo Svevo

3. Folhas de Relva, de Walt Whitman

4. A Montanha Mágica, de Thomas Mann

5. A Lebre Com Olhos de Âmbar, de Edmund de Waal

6. Guerra e Paz, de Liev Tolstói

7. Paradiso, de Lezama Lima

8. Enquanto Agonizo, de William Faulkner

9. Aquela Confusão Louca da Via Merulana, de Carlo Emilio Gadda

10. Três Tristes Tigres, de Guillermo Cabrera Infante

11. A Branca Voz da Solidão, Emily Dickinson

12. Vida Querida, de Alice Munro

13. Sagarana, de Guimarães Rosa

14. Memorial de Aires, de Machado de Assis

15. Reparação, de Ian McEwan

16. Ulysses, de James Joyce

17. São Bernardo, de Graciliano Ramos

18. Retrato de uma Senhora, de Henry James

19. Conversa no Catedral, de Mario Vargas Llosa

20. Poesia 1930-1962, de Carlos Drummond de Andrade

21. O Deserto dos Tártaros, de Dino Buzatti

22. Em Busca do Tempo Perdido, de Marcel Proust

fonte: http://www.revistabula.com/1752-22-livros-que-sao-diamantes-para-o-cerebro/

Reveses

“É loucura odiar todas as rosas porque uma te espetou. Entregar todos os teus sonhos porque um deles não se realizou, perder a fé em todas as orações porque em uma não foi atendido, desistir de todos os esforços porque um deles fracassou. É loucura condenar todas as amizades porque uma te traiu, descrer de todo amor porque um deles te foi infiel. É loucura jogar fora todas as chances de ser feliz porque uma tentativa não deu certo. Espero que na tua caminhada não cometas estas loucuras. Lembrando que sempre há uma outra chance, uma outra amizade, um outro amor, uma nova força. Para todo fim, um recomeço.”

(Antoine de Saint-Exupéry)

 

 

Reflexão de uma escritora

“Sou assim mesmo, tenho o gosto de inocência em minha boca. Quero tudo ao mesmo tempo e não me conformo com respostas pela metade. Esta minha mania de querer explicação pra tudo já me rendeu algumas dores de cabeça. Mas é assim mesmo, eu gosto de puxar o fio da meada, dar os nós, tecer os fios e fazer a colcha.
Gosto de gente por inteira e que como eu, muda sempre que for preciso, mas nunca se dá pela metade. Espere sempre isso de mim.
Alegria pra mim tem que ser completa, o choro tem que ser as bicas. Sou exagerada por natureza, por isso se for me abraçar que seja bem forte e bem intenso. Meus sonhos são imensos e se misturam com realidade de tal forma que me atrapalho.
Não me traga questões complexas, pois costumo tentar definir e decifrar ao mesmo tempo, mas meu limite é pequeno; se não resolvo na hora, costumar deixar em um canto.
Cuidado comigo, sou bruta e não aceito grosserias. Costumo revidar, mas não com a mesma moeda, revido com a minha que pode ser um silêncio ou um largo e atrapalhado discurso. Sou também meio bicho do mato, gosto do meu canto, por isso posso sair por ai, mas voltar depressa para meus cheiros, meus lençóis, meu refúgio. Sou também cheia de projetos, desde fazer uma viagem à África por uma boa causa social, escrever um livro, que, aliás, nunca comecei, até criar uma ONG.
Nada me amedronta, nem a distância, nem a lonjura, aliás, me amedronta o egoísmo, a inveja, a maldade, a dureza do coração. O resto eu vou levando, nem sempre com o jeitinho que eu gostaria, mas levo.
Queria ser melhor, mas faço o que posso. Apesar de tudo, meu coração é de açúcar. Se brigo, no mesmo instante me arrependo e volto atrás. Gosto muito de tocar o coração e da mesma forma um afago me derrete.
Um dia estou triste e no outro novinha em folha e ainda me emociono com flores, carinho, bondade, amor. Experimente me entender, neste emaranhado de coisas.
Para mim o mundo é pequeno e nada me amedronta. E eu ainda acabo acreditando que o pra sempre é de verdade e o nunca mais, ilusão.”

(escritora Ita Portugal)

Fontes: http://www.contioutra.com/linda-reflexao-de-ita-portugal/#ixzz4Bq16oTqF e http://itaportugal.com.br/


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