Capítulo 26

Bonitinho esse livro com um título tão chamativo “Claros Sinais de Loucura“, da escritora americana, Karen Harrington.

Folheando, encontrei criativa (e gostosa) passagem no capítulo 26, que diz “…infrutífero, eis a minha nova palavra favorita. Infrutífero é aquilo que não dá frutos, incapaz de produzir resultado, sem sucesso, estéril. Às vezes a gente descobre uma palavra nova e pensa: onde você esteve a minha vida inteira? Infrutífero é uma palavra dessas. Muitas coisas que fiz foram infrutíferas”.

(Adriana Araf)

O talento de acreditar

“Entre tintas instintivamente combinadas num quadro para dar forma a algo latente, linhas bordadas em tecidos finos, acordes inéditos de encantamentos, palavras bem ditas a um público ávido, escritas profundas capazes de fazer chorar e fazer ir ao mesmo tempo, jardins cultivados por uma mão que parece fazer nascer brotos e flores instantâneos de sementes lançadas amorosamente à terra, procure desenvolver um outro singular talento: o de ACREDITAR. Sim, este talento, desde que dignamente cultivado, vai lhe dar forte guarida durante sua vida inteira. Vai, inclusive, alimentar vontades para que seus dias sejam cada vez melhores e completos. Vai lhe assegurar (e até devolver) algo que costuma ser facilmente tirado diante das inevitáveis decepções: a ESPERANÇA, esse elixir que sustenta o edifício da sua própria alma.”

(Adriana Araf)

 

 

Sobre Lispector

No momento, lendo uma obra que reúne várias entrevistas feitas pela jornalista Clarice Lispector (desde Vinicíus de Moraes, passando por Pablo Neruda a Scliar, dentre outros renomados, excêntricos e especiais).

Com muita frequência, saem perguntas abstratas, filosóficas, profundas e tocantes, como “Qual é a coisa mais importante do mundo?”,  “Qual é a coisa mais importante para uma pessoa como indivíduo?” e a básica-abrangente ” O que é o amor?”.

No livro há uma observação interessante. Lispector, quando era a entrevistada, tinha fama de não dizer muito, sobretudo acerca de suas obras. Tentava não falar demasiado, respondendo categoricamente “Isso é segredo“, ” Eu não quero dizer“, ” Esqueci-me“, para evitar se revelar.

Tom Jobim, respondendo às três perguntas clássicas de Clarice, assim comove: “A coisa mais importante do mundo é o amor. Para a segunda pergunta, a integridade da alma, mesmo que no exterior ela pareça suja. Quando ela diz que sim, é sim, quando ela diz que não, é não. E durma-se com um barulhos desses, apesar de todos os santos, apesar de todos os dólares. Quanto ao amor…amor é dar-se. Amor sozinho é besteira“.

Surpreendente tudo. Eles. Elas. Ela.

Adriana Araf

Janela sobre o corpo

 

Há um ano partiu o escritor uruguaio, Eduardo Galeano. Para saber mais sobre seus incríveis e profundos feitos literários:  http://www.revistaforum.com.br/2015/04/13/5-livros-essenciais-para-entender-a-obra-do-escritor-eduardo-galeano/

Para quem escreve

 

Os escritores não são perfeitos
Os escritores são a imperfeição em pessoa
Os escritores são falhas
Eles são desajustados
Quase sempre solitários
Nos olhos, o caos
Coração sem defesa
Expostos, batendo por todo canto
Perseguidos pelos sentimentos
Sonhadores sem descanso
Barco sempre a navegar
Sem destino

(Zack Magiezi)


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