26 de Julho: Dia das Vovós

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“Tua ausência é dor constante. É laço cortado. É quebra prematura do processo de continuidade. É falta de afago por mãos grandiosas, de não me enxergar no rosto de mais ninguém, pois seus traços eram os meus. É o armário de cozinha sem os doces de leite nas latas velhas do tempo. É o bule de café azul com flores laranja desgastadas sem nada dentro. Tua ausência é o frio na minha alma que já sentiu o teu calor. É saudade desse calor que não volta mais. É a falta bruta de um sorriso largo que ocupava todos os espaços da casa. Essa apartação intolerável sentida em cada palavra rogada a DEUS para que ele a mantenha sempre num bom lugar. Naquele reservado aos admiráveis seres chamados carinhosamente de avós.”

(Adriana Araf)

Oração pela Vida

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Outra leitura:

“Agradecer é mais difícil do que perdoar. Agradecer não tem necessidade, perdoar tem um interesse por detrás. Agradecer é generosidade, perdoar é uma exigência para consertar. Perdoar é fazer o outro feliz de qualquer jeito. Agradecer é fazer o outro feliz porque se quis.

Quem não agradece acha que deveria receber o melhor sempre – demonstra prepotência  e arrogância.  Quem não agradece não tem humildade para sair do lugar e melhorar os seus defeitos. A preguiça e o egoísmo são vizinhos da imobilidade. Quem não agradece um dia bonito nunca reconhecerá os dias tristes. Quem não agradece não diferencia o pior do ruim porque tudo é menosprezado. Quem não agradece jamais chora de emoção.

Agradecer é entender que aquele que nos acompanha não tem a obrigação de amar. Amar é uma escolha de cada olhar. Agradecer é homenagear a vida. É se esforçar para ter, é mostrar o que presta, é valorizar a chance.

Agradeça por merecer, não se acostume em desprezar. Dizer “obrigado” é educar a memória e ensinar como se fabrica a saudade.

Rezar é agradecer mais do que pedir. Não durma nenhuma noite sem agradecer por estar vivo. Agradecer é sem motivo, sem explicação, por isso é puro e espontâneo. Perdoar vem de um conflito, de uma falha. Agradecer nasce de um acerto. Você não errou e agradece. Quem não agradece é quem jamais perdoou alguma injustiça. Ficou preso no passado, desesperançoso.

O agradecimento é repetir o perdão todas as manhãs.”

(Fabrício Carpinejar, em seu “Amizade também é Amor“, Bertrand Brasil, 2017)

Leitura de hoje

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Hoje a Folha de São Paulo traz a indicação do livro Plano B, como encarar adversidades, desenvolver resiliência e encontrar a felicidade, de Sheryl Sandberg e Adam Grant (link http://www1.folha.uol.com.br/paywall/signup.shtml?http://www1.folha.uol.com.br/mercado/2017/07/1903376-diretora-do-facebook-narra-o-luto-e-suas-consequencias.shtml).

Por curiosidade, adquiri o livro que, retirando as notas e agradecimentos, possui 171 páginas. Num folhear, com frases fortes advindas de uma sensível confissão das fraquezas internas, observei a sutil forma como a autora aborda o luto e as inevitáveis perdas da vida. No capítulo 5 “Avançar –  a pessoa que me tornei vai me segurar”, há o destaque para a frase de Camus “no auge do inverno, descobri em mim mesmo um verão invencível”.

Leitura boa para uma tarde fria de sábado. Ali, debaixo das cobertas, com pouca luz e um vinho à mão. Seguramente o recado da obra é bem dado: pessoas que sofrem, recuperam-se.  Mesmo faltando pedaços, tornam-se maiores. E progridem.

(Adriana Araf)

Refaça as malas. Não coloque nada nelas…

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“Faça pouca bagagem (ou nenhuma!), caso tenha vontades belas que superem seus medos. Vontade de ir, de conhecer, de pisar em solos novos e experimentar novos temperos. Tomada a decisão de seguir, reúna o mínimo do mínimo e, de preferência,  se houver desvio da mala, não seja o fato alheio suficiente para gerar nenhum sentimento de perda. Leve para suas novas etapas de vida a leveza. Essa sim cabe em qualquer lugar. O restante é coisa empoeirada que vai dar trabalho para revitalizar. Inove-se…”

(Adriana Araf)

A necessidade de instrução

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“O povo na ignorância significa o arbitrário, a pressão violenta sobre tudo, a extinção desconhecida dos melhores direitos, a prepotência da força, a anarquia econômica, a dissolução da moral pública, o embrutecimento das almas nobres, a estiolação do espírito de reação justa, a exageração das penas, a aniquilação do bem-estar, a divisão irracional do trabalho, a predominação esmagadora dos privilégios, a consolidação de todos os abusos, a transformação do espírito da liberdade em inércia da obediência.”

(Eça de Queiroz)


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