Pelo sim, pelo não, consulte-se

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“Só diga sim ao que realmente importa. Abuse do não para não ser abusado. O sim tem uma frequência viva, atrai aberturas e novidades. O sim rende. Porém, usado de forma aleatória e submissa, seja para agradar, não contradizer ou disfarçar atos contrários, acumula cansaços e vincula sua alma a compromissos indesejados. Faça uso do não de forma educada, polida, mas de modo a não se dispor. Vale o jogo de palavras de longo alcance: se indisponha para não se dispor.

sim, claro, tem essa altivez própria, desnudo. É mais livre e receptivo. O não é um ponto final traduzido em três letras e o sim, parágrafo-travessão. O sim é todo gestacional de esperanças. Já o não é abortivo por si só.

O não, embora com ar abrupto, tem a força de encerrar os episódios e te blinda de desdobramentos. Se dito uma vez e for entendido pelo interlocutor como fraco, acompanhe as tentativas de convencimento e de buscas por quebrá-lo, deixando, ao final, soar leve e novamente de sua boca esse sonoro que tem o incrível poder de poupar sua energia vital.

Experimente: um não pode até te causar arrependimentos presentes e futuros quando dito em situações emocionalmente cabulosas, todavia, se avaliado em extensão, vai encurtar dissabores a ponto de você se convencer que deveria tê-lo dito bem antes.

Pelo sim, pelo não, consulte-se. Se for sim, verbalize com toda a sua força. Se for não, evite inteligentemente dizer sim no lugar.”

(Adriana Araf)

Provocações

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“Faça as perguntas certas para mim. Pergunte para minha pele porque ela exala o seu cheiro indescritível. Pergunte para o meu cabelo a razão de querer tanto as suas suaves mãos. Pergunte para os meus olhos o motivo de ficarem tão brilhantes quando sua imagem se encontra dentro deles. Pergunte para os meus lábios acerca daquela vontade louca de ter os seus junto a eles.

Pergunte. Indague. Questione. Provoque. Movimente os meus dias com essa sabatina pessoal cheia de dúvidas.

Não me pergunte as horas, nem se eu trouxe pão quente e nem se daria para levar o cachorro para passear. Eu não sei nada sobre essas coisas terrenas que passam longe das minhas respostas emocionais mais profundas.

Para essas, sou enigma, contraditório, relógio parado. Para aquelas, estou de plantão e sou todo ouvidos.”

(Adriana Araf)

 

O buraco

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Cinco atitudes…

1.
Ando pela rua.
Há um buraco fundo na calçada.
Eu caio.
Estou perdido e sem esperança.
Não é culpa minha.
Leva uma eternidade para encontrar a saída.

2.
Ando pela mesma rua.
Há um buraco fundo na calçada.
Mas finjo não vê-lo.
Caio nele de novo.
Não posso acreditar que estou no mesmo lugar.
Mas digo que não é culpa minha.
Ainda assim, mesmo conhecendo o buraco, levo um tempão para sair.

3.
Ando pela mesma rua.
Há um buraco fundo na calçada.
Vejo que ele ali está.
Ainda assim caio. É um hábito.
Meus olhos se abrem.
Sei onde estou.
Reconheço: pouco ou nada aprendi com a queda. É minha culpa.
Mas, saio imediatamente.

4.
Ando pela mesma rua.
Há um buraco fundo na calçada. Dou a volta.

5.
Ando por outra rua. E nem vejo mais buracos.
(trecho do “O Livro Tibetano do Viver e do Morrer”, de Sogyal Rinpoche)

 

 

Para refletir (e amenizar as emoções)

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“É difícil em tempos como estes: ideais, sonhos e esperanças permanecerem dentro de nós, sendo esmagados pela dura realidade. É um milagre eu não ter abandonado todos os meus ideais, eles parecem tão absurdos e impraticáveis. No entanto, eu me apego a eles, porque eu ainda acredito, apesar de tudo, que as pessoas são realmente boas de coração”.

O Diário de Anne Frank, por Anne Frank

Doce Doze

amor


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