A arte da Prudência

Boa frase dita hoje, pela manhã, por alguém que terá muita responsabilidade pela frente: “Vamos devagar, porque estou com pressa”.

Daí se complementa com Saramago “Não tenhamos pressa, mas não percamos tempo“.

 

A lista de sobrevivência de Pi

 

fonte: http://oqueoslivrosmedizem.blogspot.com.br

 

Mensagem um tanto divina

“Não reclame de nada. Nem de si mesmo e nem dos outros. Você fez o melhor pelas condições de tempo e de modo à época. O outro é um similar, com defeitos e medos estruturais. Aquieta teu coração. Agradeça absolutamente todos os dias pela dádiva de viver. E, sobretudo, tenha uma certeza: você não está sozinho, embora seu coração às vezes teime em dizer o contrário e seus olhos, incrédulos, não vejam nada do que vem acontecendo milagrosamente em sua história.”

(Adriana Araf)

Uma passagem de um livro interessante

Ganhei de presente A Era da Loucura, de Michael Foley. Tratando de filosofia, literatura, psicologia e neurociência,  a obra é uma daquelas marcantes que a cada frase o leitor pára, reflete e volta diferente ao texto inteligente. E sai melhor.

Profunda uma das citações encontradas no capítulo O absurdo do envelhecimento, no qual há uma abordagem da morte e sua presença tão intensa na própria vida. E de sua aceitação, claro. Mortes acontecem a todo momento. E vida igualmente. Tudo um processo bem natural:

“Veja como é transitória e trivial toda vida normal: ontem uma gota de sêmem, amanhã um punhado de cinzas. Portanto, passe esses fugazes momentos na terra como a natureza os teria passado e depois parta para o seu descanso de bom grado como um fruto que cai quando é sua estação, como uma benção para  a terra que a gerou, como forma de agradecimento pela árvore que lhe deu vida”.

(Adriana Araf)

 

O Amor Social

Palavras amplas do Papa Francisco. Belíssima ótica.

“É necessário voltar a sentir que precisamos uns dos outros, que temos uma responsabilidade para com os outros e o mundo, que vale a pena sermos bons e honestos. Vivemos já muito tempo na degradação moral, baldando-nos à ética, à bondade, à fé, à honestidade; chegou o momento de reconhecer que esta alegre superficialidade de pouco nos serviu. Uma tal destruição de todo o fundamento da vida social acaba por nos colocar uns contra os outros, na defesa dos próprios interesses, provoca o despertar de novas formas de violência e crueldade e impede o desenvolvimento de uma verdadeira cultura do cuidado do meio ambiente.

Uma ecologia integral é feita também de simples gestos quotidianos, pelos quais quebramos a lógica da violência, da exploração, do egoísmo. Pelo contrário, o mundo do consumo exacerbado é, simultaneamente, o mundo que maltrata a vida em todas as suas formas.

O amor, cheio de pequenos gestos de cuidado mútuo, é também civil e político, manifestando-se em todas as ações que procuram construir um mundo melhor. O amor à sociedade e o compromisso pelo bem comum são uma forma eminente de caridade, que toca não só as relações entre os indivíduos mas também «as macrorrelações como relacionamentos sociais, econômicos, políticos» (Papa Bento XVI) .

O amor social é a chave para um desenvolvimento autêntico: «Para tornar a sociedade mais humana, mais digna da pessoa, é necessário revalorizar o amor na vida social — nos planos político, econômico, cultural —, fazendo dele a norma constante e suprema do agir» (Pontifício Conselho Justiça e Paz). Neste contexto, juntamente com a importância dos pequenos gestos diários, o amor social impele-nos a pensar em grandes estratégias que detenham eficazmente a degradação ambiental e incentivem uma cultura do cuidado que permeie toda a sociedade.

Nem todos são chamados a trabalhar de forma direta na política, mas no seio da sociedade floresce uma variedade inumerável de associações que intervêm em prol do bem comum, defendendo o meio ambiente natural e urbano. Por exemplo, preocupam-se com um lugar público (um edifício, uma fonte, um monumento abandonado, uma paisagem, uma praça) para proteger, sanar, melhorar ou embelezar algo que é de todos.

Ao seu redor, desenvolvem-se ou recuperam-se vínculos, fazendo surgir um novo tecido social local. Assim, uma comunidade liberta-se da indiferença consumista. Isto significa também cultivar uma identidade comum, uma história que se conserva e transmite. Desta forma cuida-se do mundo e da qualidade de vida dos mais pobres, com um sentido de solidariedade que é, ao mesmo tempo, consciência de habitar numa casa comum que Deus nos confiou. Estas ações comunitárias, quando exprimem um amor que se doa, podem transformar-se em experiências espirituais intensas.”

(Papa Francisco, em Laudato Si – Sobre o Cuidado da Casa Comum)


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