Em aramaico

ABVUM D’BASHMAÍA
Pai-Mãe, respiração da Vida,
Fonte do som, Ação sem palavras, Criador do Cosmos !
Faça sua Luz brilhar dentro de nós, entre nós e fora de nós
para que possamos torná-la útil.

NETCÁDASH SHIMÓCH
Ajude-nos a seguir nosso caminho
Respirando apenas o sentimento que emana do Senhor.

TETÊ MALCUTÁCH UNA
Nosso EU, no mesmo passo, possa estar com o Seu,
para que caminhemos como Reis e Rainhas
com todas as outras criaturas.

NEHUÊ TCEVIANÁCH AICANA D’BASHIMÁIA AF B’ARHA
Que o Seu e o nosso desejo, sejam um só,
em toda a Luz, assim como em todas as formas,
em toda existência individual, assim como em todas as comunidades.

HÔVLAN LÁCMA D’SUNCANÁN IAOMÁNA
Faça-nos sentir a alma da Terra dentro de nós,
pois, assim, sentiremos a Sabedoria que existe em tudo.

UASHBOCAN HÁUBEIN UAHTEHÍN AICÁNA DÁF QUINAN SHBUOCÁN L’HAIABÉIN
Não permita que a superficialidade e a aparência das coisas do mundo nos iluda,
E nos liberte de tudo aquilo que impede nosso crescimento.

UÊLA TAHLAN L’NESIÚNA. ÊLA PATSSAN MIN BÍXA
Não nos deixe ser tomados pelo esquecimento
de que o Senhor é o Poder e a Glória do mundo,
a Canção que se renova de tempos em tempos
e que a tudo embeleza.

METÚL DILÁHIE MALCUTÁ UAHÁILA UATESHBÚCTA LÁHLÁM.
Possa o Seu amor ser o solo onde crescem nossas ações.

ALMÍN
Amém

Na estação

“(…) o que concluí de mim mesma: eu passava por um inverno sentimental e meu coração nada de esfriar. Em uma desobediência temperamental, ele aquecia a sua passagem como se fosse o próprio sol alimentando os brotos. Eu me mantinha igual. Fria por fora. Álgida. Impiedosa com minhas emoções. Catedrática na arte de me ferir. Austera com qualquer impulso que poderia denotar atenção para com o que já se fora. Queria dar aquele adeus dizendo-se atrasada para tomar o trem. Tropeçar nas malas ao olhar para o relógio sem cordas que me apontaria que já era um tempo vencido. Um adeuzinho de dedos soltos no ar dentro de luvas amareladas. Mas não. Via-me sentada num banco descascado, com o bilhete solto que indicara a perda do horário, a perda dos sentidos, a perda da razão. Sem ninguém por perto para sentir nem mesmo pena, nem mesmo indagar porque o trem passara e ali eu permanecera, de onde eu era e o que me levava a ficar inerte a seguir em frente, na verdade eu me humilhava numa cena que nenhum ser vivente assistia. Estava sem uma viva alma para me dar conselhos que entrariam por um ouvido e sairiam pelo outro sem fazer diferença alguma. Restava apenas eu e um aviso em papel pardo de que um novo trem passaria lá pelas tantas. Um eu desprovido de autoestima e ridicularizado por seus próprios desejos. Um eu dilemático dentro de um sobretudo que cobria meus tremores pela sua ausência. O dilema se centraria em pequenas perguntas frívolas sem respostas: descer as escadas e ir bater às portas da sua casa de novo com um sorriso maroto para tentar sensibilizá-lo; perder seguidos trens para que o dia tivesse ao seu final uma desculpa esfarrapada de dislexia momentânea; ou, quiçá a mais indicada saída, tomar o próximo trem sem olhar para um passado empoeirado. Sem ação, cruzava as pernas de um lado para o outro e abria a bolsa para tomar um qualquer e fumar quatro cigarros seguidos (…)”

(Adriana Araf)

Continuidade

“É a sutil recomendação de Sun Tzu, datada do século IV a.C “dominar as artes dos caminhos longos e dos caminhos curtos”. Nós, seres humanos, fazemos certa confusão ao trilhar nossos caminhos, enveredando-se pelos curtos, quando, na verdade, o longo associado à paciência dos passos seria o recomendado. A famosa contenção dos impulsos, avaliação das pedras que impedem o movimento da caminhada, levantar dos tropeços e das inevitáveis quedas, aprender a apreciar as trilhas e a descansar para reunir forças nas pernas e na mente, sempre com a certeza de seguir adiante independentemente dos obstáculos e das paisagens secas. Continuar, em reposta à vida que reivindica essa condição a ela inerente.”

(Adriana Araf)

Consigo

“Quando a quietude chegou, foi para expandir-se (…). Lentamente, ao longo dos anos, Estha foi se retirando do mundo. Acostumou-se ao inquieto polvo que vivia dentro dele e esguichava uma tinta tranquilizante sobre seu passado. Gradualmente, a razão de seu silêncio foi se escondendo, sepultada no fundo das dobras serenas do fato em si (…). Enquanto mexia a geleia grossa, Estha pensou dois pensamentos. E os dois pensamentos que pensou são os seguintes: (a) Tudo pode acontecer para Qualquer Um e (b) É melhor estar preparado.”

(trechos de “O Deus das Pequenas Coisas”, de Arundhati Roy)

22 livros diamantes para o cérebro

1. Os Anos de Aprendizado de Wilhelm Meister, de Goethe

2. A Consciência de Zeno, de Italo Svevo

3. Folhas de Relva, de Walt Whitman

4. A Montanha Mágica, de Thomas Mann

5. A Lebre Com Olhos de Âmbar, de Edmund de Waal

6. Guerra e Paz, de Liev Tolstói

7. Paradiso, de Lezama Lima

8. Enquanto Agonizo, de William Faulkner

9. Aquela Confusão Louca da Via Merulana, de Carlo Emilio Gadda

10. Três Tristes Tigres, de Guillermo Cabrera Infante

11. A Branca Voz da Solidão, Emily Dickinson

12. Vida Querida, de Alice Munro

13. Sagarana, de Guimarães Rosa

14. Memorial de Aires, de Machado de Assis

15. Reparação, de Ian McEwan

16. Ulysses, de James Joyce

17. São Bernardo, de Graciliano Ramos

18. Retrato de uma Senhora, de Henry James

19. Conversa no Catedral, de Mario Vargas Llosa

20. Poesia 1930-1962, de Carlos Drummond de Andrade

21. O Deserto dos Tártaros, de Dino Buzatti

22. Em Busca do Tempo Perdido, de Marcel Proust

fonte: http://www.revistabula.com/1752-22-livros-que-sao-diamantes-para-o-cerebro/


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