O Amor Social

Palavras amplas do Papa Francisco. Belíssima ótica.

“É necessário voltar a sentir que precisamos uns dos outros, que temos uma responsabilidade para com os outros e o mundo, que vale a pena sermos bons e honestos. Vivemos já muito tempo na degradação moral, baldando-nos à ética, à bondade, à fé, à honestidade; chegou o momento de reconhecer que esta alegre superficialidade de pouco nos serviu. Uma tal destruição de todo o fundamento da vida social acaba por nos colocar uns contra os outros, na defesa dos próprios interesses, provoca o despertar de novas formas de violência e crueldade e impede o desenvolvimento de uma verdadeira cultura do cuidado do meio ambiente.

Uma ecologia integral é feita também de simples gestos quotidianos, pelos quais quebramos a lógica da violência, da exploração, do egoísmo. Pelo contrário, o mundo do consumo exacerbado é, simultaneamente, o mundo que maltrata a vida em todas as suas formas.

O amor, cheio de pequenos gestos de cuidado mútuo, é também civil e político, manifestando-se em todas as ações que procuram construir um mundo melhor. O amor à sociedade e o compromisso pelo bem comum são uma forma eminente de caridade, que toca não só as relações entre os indivíduos mas também «as macrorrelações como relacionamentos sociais, econômicos, políticos» (Papa Bento XVI) .

O amor social é a chave para um desenvolvimento autêntico: «Para tornar a sociedade mais humana, mais digna da pessoa, é necessário revalorizar o amor na vida social — nos planos político, econômico, cultural —, fazendo dele a norma constante e suprema do agir» (Pontifício Conselho Justiça e Paz). Neste contexto, juntamente com a importância dos pequenos gestos diários, o amor social impele-nos a pensar em grandes estratégias que detenham eficazmente a degradação ambiental e incentivem uma cultura do cuidado que permeie toda a sociedade.

Nem todos são chamados a trabalhar de forma direta na política, mas no seio da sociedade floresce uma variedade inumerável de associações que intervêm em prol do bem comum, defendendo o meio ambiente natural e urbano. Por exemplo, preocupam-se com um lugar público (um edifício, uma fonte, um monumento abandonado, uma paisagem, uma praça) para proteger, sanar, melhorar ou embelezar algo que é de todos.

Ao seu redor, desenvolvem-se ou recuperam-se vínculos, fazendo surgir um novo tecido social local. Assim, uma comunidade liberta-se da indiferença consumista. Isto significa também cultivar uma identidade comum, uma história que se conserva e transmite. Desta forma cuida-se do mundo e da qualidade de vida dos mais pobres, com um sentido de solidariedade que é, ao mesmo tempo, consciência de habitar numa casa comum que Deus nos confiou. Estas ações comunitárias, quando exprimem um amor que se doa, podem transformar-se em experiências espirituais intensas.”

(Papa Francisco, em Laudato Si – Sobre o Cuidado da Casa Comum)

Ser Mãe

Ser mãe é receber em si um outro que lhe vem de fora e acolhê-lo em vista de um futuro que pressente mas que, de maneira nenhuma, sabe explicar. Ser mãe é, antes de mais, aceitar. Tudo. Tudo.

É aceitar em si um outro para o qual ela se torna o mundo: gerando-o, alimentando-o, comendo, bebendo e respirando com ele… ele dentro de si, ela em volta dele.

É deixar esse outro ir embora e voltar a recebê-lo em cada dia, quando ele volta, quando ele se revolta e, também, quando ele não volta.

Ser mãe é acolher o que o outro lhe dá. Mas não como quem se alimenta do que lhe vem de fora, transformando-o em vida, que acolhe em si, e devolvendo ao mundo, já morto, aquilo que sobra. Ser é mãe é dar-se como alimento, transformando-se na vida daquele a quem se dá para depois… voltar depois ao mundo, gasta, apenas com o que lhe sobra.

Ser mãe é dar-se. Aceitando sempre qualquer resultado e resposta.Uma mãe, mais do que dar um filho ao mundo, deve dar um mundo ao filho. Um melhor que este, cheio de esperança e sonhos, com formas e forças para o concretizar. Dando-se. Abdicando de si. Amando da forma mais sublime e real, pura e concreta. Humana e divina. Acolhendo como sua esta obrigação absoluta de amar quem nem sempre se dá conta do seu valor.É experimentar uma vida em que a alegria se conjuga com a tristeza, a graça com a desgraça, a esperança com o desespero. Como se as emoções tivessem uma amplitude gigantesca mas onde, ainda assim, importa garantir que todas as tempestades interiores não se vêem do exterior… uma mãe dá a paz que tantas vezes não tem.Talvez a família seja uma casa com paredes duplas. A mãe é a parede interior que inspira e orienta a interioridade. O pai é a parede exterior que protege e garante a sobrevivência. No entanto, perante a falta do outro, uma mãe é capaz de quase tudo; um pai, também.

Uma boa mãe é um mistério com três dons: a simplicidade, a presença e o silêncio.

Está sempre presente, quase sempre atenta e em silêncio, e é a partir daí que nos chegam as mais sábias perguntas e respostas. De forma simples: ama-nos.

Ser mãe já é ser perfeito. Nenhuma mãe tem em si todas as qualidades humanas e, menos ainda, vive sem erros, mas, apesar de tudo, abraça os filhos tal como são, por poucas qualidades que tenham, por maiores que sejam os seus erros. Ser mãe, assim, é quanto basta para ser perfeito.

Uma mãe perdoa sempre. Ainda que de coração sacrificado, prefere pensar que a culpa é sua e não de quem assim a crucifica. Aceita tudo. Sem exigir nada. Afinal, uma mãe é Deus conosco.

Ensina-nos a ser mais fortes que os medos, não através de discursos inspirados, mas pela grandeza e humildade do seu exemplo. É capaz de nos oferecer o mar com um só sorriso e a vida inteira com uma só lágrima que não será mais que uma gota do imenso mar do seu amor.

Longe da nossa mãe, não serão tanto as carícias e ternuras que nos fazem falta, mas a sua generosa e bondosa forma de nos aceitar assim, tal como somos.

Uma mãe vê-nos a alma só de nos admirar o olhar.

Muitas mulheres têm filhos mas não são mães, porque há poucas que sejam mais fortes que os egoísmos. Há quem julgue que ser mãe é ter filhos. Mas ser mãe não é ter, é ser. Ser só. Ser-se quem se é nos filhos e pelos filhos. É viver em pleno entre dois corações.

É ser mais por ser menos.
(José Luís Nunes Martins, em “Amor, Silêncios e Tempestades“)

 

Uma personalidade discreta

 

Gostei da tradução da música Only time, Enya.

Sobre ela, cujo último álbum foi lançado em Novembro de 2015 depois de uma pausa de 07 anos sem gravar, reportagens noticiam que atualmente mora no sul de Dublin, Irlanda, vivendo quase reclusa. Em 17 anos de carrreira, Enya soma  mais de 65 milhões de cópias vendidas.

Uma das matérias diz:

Ninguém parece saber onde Enya está. Ela emergirá através de uma névoa celta em uma planta entrelaçante? Falar sem ser vista das profundidades de um eco misterioso? Ou não aparecer?

De repente, ela está na sala e, ao invés do antecipado frio, há um gentil cumprimento de mão e uma doce voz de Donegal. Aos 53, Enya parece muito bem, vestida em seu habitual preto com um crucifixo vermelho. Beleza desse estilo não pode ser escondida. Então por que vemos tão pouco dela?

“Eu sou uma pessoa muito tímida”, diz, se sentando em uma poltrona. “Se eu apareço, é por causa da música, não porque quero ser vista.”

Nunca casou, não tem filhos e o relato de possíveis relacionamentos românticos é incompleto, para não dizer o de menos. Atualmente, ela mora sozinha no belo castelo de 165 anos próximo ao mar em Killiney, um distrito de Dublin.”

fonte: http://lesien.free.fr/articles/amar_art01_18.htm

SÓ O TEMPO 

Quem pode dizer para onde vai a estrada?

Para onde o dia flui? Só o tempo.

E quem pode dizer se o seu amor cresce

conforme seu coração deseja? Só o tempo.

Quem pode dizer por que seu coração ainda suspira

conforme seu amor passa? Só o tempo.

E quem pode dizer por que seu coração ainda chora

quando seu amor mente? Só o tempo

Quem pode dizer quando os caminhos se cruzam

e que o amor deve estar em seu coração?

E quem pode dizer quando o dia termina

se a noite guarda todo o seu coração?

Quem pode dizer para onde vai a estrada?

Para onde o dia flui?

Só o tempo.

Quem sabe?

Só o tempo.



 

Leitura sensível

Adquiri hoje, nesse mês de Maio que nos aproxima do meio, A Filosofia Explica as Grandes Questões da Humanidade, de Clóvis de Barros Filho e Julio Pompeu.

Contendo 194 páginas, aborda assuntos relevantíssimos, como O que faz um homem justo e Quem somos nós?

Gosto bastante de ler sobre Justiça, sabendo não tratar-se de um conceito móvel e opinativo. O justo é tão belo.

Quero sentir agora, na temática, o que os autores pensam.

(Adriana Araf)

Lista de prazeres literários

 

Uma lista de 35 obras imperdíveis que a revista Time compilou, depois da pesquisa pontual sobre “qual o livro que todas as pessoas deviam ler pelo menos uma vez na vida”.

Eis as indicações:

Zen and the Art of Motorcycle Maintenance, de Robert M. Pirsig

Era Uma Vez em Watership Down’, de Richard Adams

- A Última Aula, de Randy Pausch and Jeffrey Zaslow

Breve História de Quase Tudo, de Bill Bryson;

Em Busca de Sentido, de Viktor Frankl;

A Guerra Eterna, de Joe Haldeman;

Cosmos, de Carl Sagan;

Bartleby, o Escriturário, de Herman Melville;

Maus: A Survivor’s Tale, de Art Spiegelman;

Por Quem os Sinos Dobram, Ernest Hemingway;

Kafka à beira-mar, Haruki Murakami;

O Pequeno Príncipe, de Antoine de Saint-Exupéry;

A Estrada, de Cormac McCarthy;

100 Anos de Solidão, de Gabriel García Márquez;

A Leste do Paraíso, John Steinbeck;

Como Fazer Amigos e Influenciar Pessoas, de Dale Carnegie;

Crime e Castigo, de Fiódor Dostoiévski;

Os Irmãos Karamazov, de Fiódor Dostoiévski;

O Estrangeiro, de Albert Camus;

Dune, de Frank Herbert;

Crónica de uma Serva, de Margaret Atwood;

Anne de Green Gables, de L. M. Montgomery;

Fahrenheit 451, de Ray Bradbury;

A Árvore Generosa, de Shel Silverstein;

Na Sombra e no Silêncio, de Harper Lee;

 Revolução dos bichos,  de George Orwell;

A Oeste Nada de Novo, de Erich Maria Remarque;

O Conde de Monte Cristo’, de Alexandre Dumas;

Blade Runner – Perigo iminente, de Philip K. Dick;

Artigo 22, de Joseph Heller;

Matadouro 5, de Kurt Vonnegut;

À Boleia Pela Galáxia, de Douglas Adams;

Admirável Mundo Novo, de Aldous Huxley;

Flores para Algernon, de Daniel Keyes;

1984, de George Orwell.

 

fonte: Blog Narrativa Diária


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