Reflexões particulares

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Terminei de ler “O Homem à Procura de Si Mesmo“, do psicanalista Rollo May.

Suas reflexões no capítulo final:

” (…) A questão fundamental é de que modo o indivíduo, na percepção de si mesmo e do período em que vive, é capaz, por intermédio de suas decisões, de alcançar a liberdade interior e viver com integridade (…). Em plano mais profundo, cada indivíduo deve chegar à consciência de si mesmo e isto ele o realiza a um nível que transcende a época em que se está vivendo. O importante não é ter vinte, quarenta ou sessenta anos e sim preencher a própria capacidade de opção consciente ao seu particular nível de desenvolvimento.

A sugestão prática é a seguinte: a meta do homem é viver cada momento com liberdade, sinceridade e responsabilidade. Desta maneira estará realizando, nas possibilidades de sua natureza, sua tarefa evolucionária. A liberdade, a responsabilidade, a coragem, o amor e a integridade interior são as qualidades ideais, nunca perfeitamente realizadas por ninguém, mas devem constituir as metas psicológicas que dão significado ao nosso movimento (…)”.

(Adriana Araf)

Somos página, não capa

 

Como é difícil prever o futuro

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“É do escritor português Miguel Torga a frase dita por tantos de diversas formas “Como é difícil prever o futuro”. Na infância, o futuro pouco importa. O futuro não passa de um Natal que trará presentes e parentes numa cena familiar. Na adolescência, um não ao futuro, pois basta viver intensamente o presente com a autoridade ainda pueril de que se pode tudo, ainda que apenas por um lapso exíguo de tempo. Com a juventude, o amor, a profissão e os sonhos empacotados numa linda névoa de energia e vontades maior do que as frustrações. Na fase adulta, o mandamento dito, repetido, esculpido e não muito praticado “o futuro a Deus pertence”. Na velhice, ou ele representa quase tudo o que se fez ou representa a amargura do que deixou de ser feito. Na boca da vizinha que insiste em morar na janela da vida dos outros, o decreto mordaz: “Fulano não tem futuro”. Ah, ciganas, me digam onde mora a felicidade enquanto eu tiver tempo, enquanto eu queira desembrulhá-la como presente, enquanto há energia sem nostalgias, enquanto a vizinha não tenha me reparado, enquanto a minha janela esteja aberta para a minha vida à espera da mais linda paisagem.”

(Adriana Araf)

Cena íntima

 

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(…) três minutos depois de sua partida estava eu ali, debilitado, enfraquecido, silente, preenchido por um estranho entulho de coisas acumuladas que deveriam ter sido ditas, mas não o foram. Eu, meio sem rumo, lia os ponteiros do relógio. Embora meio-dia, nenhuma fome física me invadia. A fome que me consumia era de amor. Dali em diante apenas dois caminhos restariam: ou fazia um regime sentimental forçado para me desintoxicar de tantas emoções contrárias ou morreria de inanição (…)

(Adriana Araf)

Simples assim

 

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“Só se pode ser feliz simplificando, simplificando sempre, arrancando, diminuindo,  reduzindo (…)”

(Florbela Espanca, inDiário do Último Ano“)

 


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