Cinco conselhos para a vida

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Ouça – Antes De Falar.
Ganhe – Antes De Gastar.
Pense – Antes De Escrever.
Tente – Antes De Desistir.
Não espere motivação de ninguém. Crie as suas.
Viva – Antes De Morrer.
Aprenda a andar sozinho, e a gostar disso. Solidão não mata ninguém, mas as falsas amizades, sim.

Alma Antiga

espelho

ALMA ANTIGA

As pessoas mais belas
com as quais me encontrei,
são aquelas que
conheceram a derrota,
conheceram o sofrimento,
conheceram a luta,
conheceram a perda
e encontraram sua forma
de sair das profundezas.
Estas pessoas tem
uma apreciação,
uma sensibilidade
e uma compreensão da vida
que nos enche
de compaixão, humildade
e uma profunda quietude amorosa.

As pessoas belas não surgem do nada.

(de Elisabeth Kubler-Ross)

Verdades

voo

“Apenas os loucos e os solitários é que se podem dar ao luxo de serem eles próprios. Os solitários não têm ninguém para agradar e os loucos não se importam se agradam ou não.”

Charles Bukowsky

O essencial

Em vez de alimentar o medo, alimente o amor! - Luis Carlos Mazzini

“Esta é a moral que Mermoz e tantos outros me ensinaram. A grandeza de uma profissão é talvez, antes de tudo, unir os homens; só há um luxo verdadeiro, o das relações humanas.
Trabalhando só pelos bens materiais construímos nós mesmos nossa prisão. Encerramo-nos lá dentro, solitários, com nossa moeda de cinza que não pode ser trocada por coisa alguma que valha a pena viver.Se procuro entre minhas lembranças as que me deixaram um gosto durável, se faço o balanço das horas que valeram a pena, certamente só encontro aquelas que nenhuma fortuna do mundo ter-me-ia presenteado. Não se compra a amizade de um Mermoz, de um companheiro a quem estamos ligados para sempre pelas provas sofridas juntos. Esta noite de vôo e suas cem mil estrelas, esta serenidade, esta soberania de algumas horas, o dinheiro não compra. Esta face nova do mundo depois de uma etapa difícil, estas árvores, estas flores, estas mulheres, estes sorrisos docemente coloridos pela vida a que regressamos de madrugada, este mundo de pequenas coisas que nos recompensam, o dinheiro não compra.”

(in Terra dos Homens, de Antoine de Saint-Exupéry)

Carta de Machado de Assis sobre a partida de sua esposa

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“Rio de Janeiro, 20 de novembro de 1904

Meu caro Nabuco,

Tão longe, em outro meio, chegou-lhe a notícia da minha grande desgraça, e você expressou logo a sua simpatia por um telegrama. A única palavra com que lhe agradeci é a mesma que ora lhe mando, não sabendo outra que possa dizer tudo o que sinto e me acabrunha.
Foi-se a melhor parte da minha vida, e aqui estou só no mundo.
Note que a solidão não me é enfado­nha, antes me é grata, porque é um modo de viver com ela, ouvi-la, assistir aos mil cuidados que essa companheira de 35 anos de casados tinha comigo; mas não há imaginação que não acorde, e a vigília aumenta a falta da pessoa amada. Éramos velhos, e eu contava morrer antes dela, o que seria um grande favor; primeiro porque não acharia a ninguém que melhor me ajudasse a morrer; segundo, porque ela deixa alguns parentes que a consolariam das saudades, e eu não tenho nenhum.
Os meus são os amigos, e verdadeiramente são os melhores; mas a vida os dispersa, no espaço, nas preocupações do espírito e na própria carreira que a cada um cabe. Aqui me fico, por ora na mesma casa, no mesmo aposento, com os mesmos adornos seus. Tudo me lembra a minha meiga Carolina. Como estou à beira do eterno aposento, não gastarei muito tempo em recordá-la. Irei vê-la, ela me esperará. Não posso, meu caro amigo, responder agora à sua carta de 8 de outubro; recebi-a dias depois do falecimento de minha mulher, e você compreende que apenas posso falar deste fundo golpe. Até outra e breve; então lhe direi o que convém ao assunto daquela carta, que, pelo afeto e sinceridade, chegou à hora dos melhores remédios. Aceite este abraço do triste amigo velho Machado de Assis”.

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