No dia da mentira, falemos de verdade…

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“Em meio a um poço de mentiras, não se distraia e nem se convença com o visto na superfície. Muitas vezes olhamos e nada enxergamos. Parece que a água está parada naquele poço onde temos que obrigatoriamente saciar a nossa sede. Mas, parece que não é bem assim. Há sempre uma natureza agindo mais forte nas profundezas para trazer bolhas de água pura à tona. Muitas vezes esse fluxo natural demora. E é dessa demora que cansamos, iludindo-nos com o líquido amorfo ofertado. Seja paciente e saiba aguentar a escassez. Agindo assim, certamente receberás água mais límpida e seu organismo ficará treinado quando a abundância sofrer os seus impactos. O turvo pode até saciar a sua sede, todavia será incapaz de nutrir-te. Saiba aguentar a revolução natural das águas da vida e se convença da emersão de dias mais purificados.”

(Adriana Araf)

 

As etapas da vida

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“Passado, presente e futuro devem coexistir harmonicamente na mente humana. Quando um deles é priorizado, e os demais são totalmente esquecidos,  surge alguma espécie de desequilíbrio, ou, no mínimo, a hipótese de que algo não está correto, não está bem.
Viva cada dia de uma vez, não deixe de viver bem o hoje em prol de um futuro que pode nem chegar. Se esta infeliz no presente, busque motivos para se contentar com o que tem nele e não viva sonhando com o que terá num tempo incerto que ainda nem chegou e, quiçá, nem chegará.”

(Machado de Assis)

A pipa

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“Às vezes, para brincar, ele ia para aquele quintal verde, pulando a cerca, embrenhando-se  naquela grama reta que mais parecia um tapete a céu aberto. Sacava seus artesanatos: uma pipa de papel manteiga colada na farinha branca e um lata cheia de linhas amarradas umas à outras. Unidos os pontos, o menino jogava para o céu a sua resposta de felicidade. Quanto mais alta a pipa seguia, maiores eram seus sorrisos. O olhar dele acompanhava o rumo daquela simplória armação de papel. E o vento batia. E as pequenas mãos do menino, com grande destreza, içavam o vento. O menino se divertia com as ondas do ar e com a mágica possibilidade de atravessar as nuvens (…).”

(Adriana Araf)

Segunda, o reinício

segundona

Sermão dominical

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“Tema de hoje do sermão de um padre na missa do meio-dia: “a cegueira humana e a divina forma de olhar o mundo”. Prestei atenção em cada palavrinha. E se falou sobre Descartes. E Saramago. E tantas outras altas abordagens sobre esse fenômeno tão inserido na condição humana. Como somos cegos. Como somos fracos. Como somos vulneráveis.  Como somos atingidos por falsas verdades a todo momento e não enxergamos por medo ou por desejo o que está ali, latente. O conselho coletivo foi o de depuração das lentes. Mesmo que algo te cause um reflexo doloroso, prefira enxergar os fatos como são e não como desejos de como deveriam ser.  E se acrescentares um pouco de divindade em seus olhares, enxergando o mundo com misericórdia, perdão, indulgência, graça e clemência, o julgamento será menor e a sua austeridade reduzida. E a sua vida, consequentemente, mais leve. Se somos cegos, que DEUS nos encha de contemplações e nos aguce a capacidade de perceber o imperceptível, notar o não existente, constatar a essência, verificar os lados, reparar nas emoções e enxergar o que não pode ser visto.”

(Adriana Araf)


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