Quando o mar está revolto, melhor ficar no porto e aguardar a tempestade de emoções passar.

Pode até ser que você fique na solidão da praia, mas não é prudente lançar-se ao mar.

Fique paciente como a areia, que aguarda a onda calma vir até ela e mudar seus grãos de lugar.

 

 

 

Para amanhã, eu desejo que algo te seduza.

Um olhar, um prato especial, um reencontro, um telefonema, o capítulo da novela, um beijo, uma atividade em seu trabalho, a roupa da vitrine, o vento, um rasgo.

Algo de verdade, nada qualquer, em meio a tantas opções existentes.

A sedução não precisa ser carnal, mas precisa ser visceral…

(adriana araf)

 

Outra inusitada. Hoje achei uma mala na rua. Se fosse nos EUA, teriam chamado a SWAT, FBI; se na Inglaterra, a  Scotland Yard; se na Itália, a Polizia di Stato, todavia, como o fato ocorreu no “pacífico” país Brasil, não cogitei chamar a PF, até porque a greve dos federais continua.
Então resolvi abrir a mala. Nada de notinhas esticadinhas, nada de jóias, nada de títulos ao portador, e, sim, uma cortina acetinada, uma jaqueta verde e um incenso de patchouli para proteção celestial. Presa à mala, uma papeleta: nome, endereço e telefone do “dono”. Liguei. Ele atendeu de imediato. Ao dizer sobre a mala, eu ouvi a frase “Deixei para você”.
Realmente estava precisando de cortinas novas (aliás, a deixada por ele, “para mim”, é linda), a jaqueta tem destino certo e proteção celestial… bom, dessa precisamos todo dia.
A mala tem alças e, assim, interpretando o sinal silencioso da cena, o recado foi “viajar mais” e ver coisas belíssimas por aí, protegida celestialmente e, quando chegar, puxar as cortinas e sentir o “como é bom voltar para casa”. Bons presentes deixados para vocês, nalgum lugar…
(Adriana Araf)

Seja semelhante às rosas: exale perfume; volte-se para o sol, mantenha seus espinhos em silenciosa defesa, desabrochando em constantes botões (e sonhos são botões em formato diminuto, com potencial de jardim).
Rosas são elogiadas pela similitude beleza e delicadeza e, ao mesmo tempo, pela resistência de suas cores.
Afável em todas as estações, atravessa invernos com muita dignidade de raiz.
Um dia perfumado para você que é, na verdade, o perfume dele…
(Adriana Araf)


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