Pessoas chegam, pessoas vão embora.

Há uma rotatividade grande em toda a nossa existência.

Então, prestigia com amor quem permanece.

E mais ainda quem nunca partiu, mesmo indo embora…

(Adriana Araf)

 

Se quiseres dizer muito, fale pouco. Se quiseres dizer mais, fale menos. Se quiseres falar mais ainda, fique em silêncio, que você transmitirá tudo o que pretendia. O supérfluo verbal centra-se naquilo que foi dito e que não precisava.
As coisas mais importantes não se expressam por palavras, não precisam de defesa e nem de acusações verbais.
Elas vão ser sentidas intensamente no amor que as deu origem.
Feliz Rosh Hashaná para você que, no melhor de sua quietude e equilibrio, tem um ano inteiro te esperando para ser apreciado em doces expressões.
(Adriana Araf)

Quando o mar está revolto, melhor ficar no porto e aguardar a tempestade de emoções passar.

Pode até ser que você fique na solidão da praia, mas não é prudente lançar-se ao mar.

Fique paciente como a areia, que aguarda a onda calma vir até ela e mudar seus grãos de lugar.

 

 

 

Para amanhã, eu desejo que algo te seduza.

Um olhar, um prato especial, um reencontro, um telefonema, o capítulo da novela, um beijo, uma atividade em seu trabalho, a roupa da vitrine, o vento, um rasgo.

Algo de verdade, nada qualquer, em meio a tantas opções existentes.

A sedução não precisa ser carnal, mas precisa ser visceral…

(adriana araf)

 

Outra inusitada. Hoje achei uma mala na rua. Se fosse nos EUA, teriam chamado a SWAT, FBI; se na Inglaterra, a  Scotland Yard; se na Itália, a Polizia di Stato, todavia, como o fato ocorreu no “pacífico” país Brasil, não cogitei chamar a PF, até porque a greve dos federais continua.
Então resolvi abrir a mala. Nada de notinhas esticadinhas, nada de jóias, nada de títulos ao portador, e, sim, uma cortina acetinada, uma jaqueta verde e um incenso de patchouli para proteção celestial. Presa à mala, uma papeleta: nome, endereço e telefone do “dono”. Liguei. Ele atendeu de imediato. Ao dizer sobre a mala, eu ouvi a frase “Deixei para você”.
Realmente estava precisando de cortinas novas (aliás, a deixada por ele, “para mim”, é linda), a jaqueta tem destino certo e proteção celestial… bom, dessa precisamos todo dia.
A mala tem alças e, assim, interpretando o sinal silencioso da cena, o recado foi “viajar mais” e ver coisas belíssimas por aí, protegida celestialmente e, quando chegar, puxar as cortinas e sentir o “como é bom voltar para casa”. Bons presentes deixados para vocês, nalgum lugar…
(Adriana Araf)

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