Avancemos…

Tente (e consiga!) dar ao problema o tamanho que ele tem. Nem menor, para que a alienação não o fortaleça a sempre existir; nem maior, a ponto de torná-lo superior à sua coragem e resistência.  Ele tem o tamanho que ele tem e é, com toda certeza, pequeno demais diante da sua força.

Avancemos…

(Adriana Araf)

Um problema, uma flor. Se a última pétala for “sou forte”, ótimo. Invista-se de autoridade natural e declare a felicidade. Se a última pétala for “sou fraco”, ótimo. Os seus dedos estarão perfumados de tantas pétalas tiradas, você estará despojado diante da situação e, nesse momento, saberá quanta coragem existe em suas mãos. Faça o exercício. Ande por algum jardim (quase todos são bonitos), escolha uma margarida e comece a cheirar o aroma das soluções…
(Adriana Araf)

Há um quê não visto em nossas situações difíceis (porque todo mundo as tem – menores ou maiores). Uma operação invisível que é deflagrada positivamente e faz com que coisas surpreendentes aconteçam e pessoas fascinantes apareçam. E permaneçam.
Agradeço ao invisível que não pode ser tocado, todavia pode ser sentido; que não pode ser explicado, porém é compreendido; que fala com as crianças e acolhe o medo transformando nossa fragilidade em couraça; que nos coloca em pé quando já caídos; que atua com definições dentro de uma serenidade necessária em momentos de dor, sacrifícios e dúvidas. E, como não posso nada ver, apenas sentir, pois sou minúscula diante de tudo, minha gratidão é dirigida a todo o universo.

“Hoje me vejo distante da terra adorada, de onde eu nasci. Tenho saudades da primeira namorada, que não me conhece mais; do portão da minha casa, onde eu me pendurava com preguiça de abrir. Minha mãe, envelhecida, ainda junta as mãos calejadas e pede a Deus que me proteja, que eu vá na igreja e que eu sempre fique em paz. O meu rosto, já marcado, ainda guarda os traços do meu pai. O tempo passou, mas não para as minhas saudades”.

Três frases que podem ser modificadas para melhor:

a) “tem que ser assim” para “pode ser assim”;

b) “fazer o quê?” para “fazer com que”;

c) “o tempo passa” para “aproveitar o tempo que passa”.

E não colocar o “né?” ao final delas ajuda ainda mais, pois não exige do outro a concordância automática. Alterações simples. Resultados fantásticos. Modifica…

(Adriana Araf)


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