É de Helen Keller a reflexão do dia “Aprendi que a paciência é uma preciosa virtude que nos faz vencer os mais áridos obstáculos. Quando a possuímos, recebemos instrução da vida sem aborrecimentos e ficamos serenos como quem passeia nos campos, com o espírito aberto a todas as impressões da natureza”.

E, agora, por mim, complemento: Ter paciência denota amor próprio e autopreservação não sobre o que pode acontecer, mas do que pensamos que pode nos acontecer e não acontece. Com a paciência em comunhão com nosso espírito, afastamos o prosaico medo e esperamos, assim, por melhores tempos todos os tempos que nos são proporcionados.

Paciência é remédio para a alma.

 

A vida, na verdade, quer um sim…

Dizer sim é provocativo. A partir dele, muitas coisas acontecem. Dizer não é impeditivo. A partir dele, muitas coisas são obstruídas.

Na dúvida, silencia e adia a sua decisão, pois há uma tendência grande de dizer sim para tudo e dificuldad es internas faraônicas de dizer não.

Agora, certo é que, ao dizer sim, sua boca apenas está materializando o que você já decidiu.

E lembre-se: não estamos aqui para sermos preservados.

Quando você acha que se preserva com um não, outro processo envolvendo um sim se movimenta.

A vida, na verdade, quer um sim.

(Adriana Araf)

 

Anoiteço saudades, acordo encontros.
Anoiteço sonhos, acordo realizações.
Anoiteço insegura, acordo corajosa.
Anoiteço cansada, acordo revigorada.
Anoiteço oração, acordo proteção.
Anoiteço segredos, acordo revelação. …
Anoiteço asas, acordo pés.
Anoiteço chata, acordo alegria.
Anoiteço quieta, acordo falas.
Anoiteço silêncio, acordo festa.
Anoiteço devagar, acordo velocidade.
Anoiteço amando, acordo amando mais ainda.
Anoiteci um entardecer, acordei alvorada.
Minhas recentes noites foram muito longas, e meus mais novos dias são agora muito mais abundantes…

Ficamos esperando tanto pelas oportunidades que nunca chegam, que o tempo acaba indo embora rápido demais.
É o tal do condicional quando. Quando isso, quando aquilo, quando der. Vou casar, quando eu me formar. Quando eu tiver dinheiro, eu viajo. Quando eu estiver preparado, eu faço o concurso. Eu me apaixonei por ele, mas quando eu tiver coragem eu ligo. Convidaram-me para um acampamento, quando der eu vou. Quero aquela blusa, quando eu tiver condições, eu compro. Não estou gostando do meu trabalho, assim que aparecer coisa melhor eu saio. Minha relação está péssima, quando surgir a oportunidade, eu falo para ela. Quero fazer uma especialização, mas ainda não deu. Estou sem tempo. Quando eu tiver mais tempo, eu vou. Minha mãe fez aniversário, não deu para ir vê-la, na próxima eu vou. Segunda-feira eu começo o meu regime. E vem terça, quarta e nada. Academia, preciso ver. Vou começar. Quero um outro curso superior,quando eu puder eu faço. Ainda não estudei para o vestibular. Quando eu estiver mais afiado, eu faço. E costumamos até dar certeza aguardando as oportunidades: “no ano que vem eu vou, com certeza, até lá já me planejei.”
Aí o tempo passa, passa, passa e passa mais um tanto. E passa mais, e passa. E o tic-tac do relógio da vida te fazendo companhia.
Seguinte: vai lá e faz. Vai lá e viaja. Vai lá e ama. vai lá e presta o tal concurso. Vai lá e começa a academia. Vai lá e compra a tal da blusa. Vai lá e ama. Vai lá e quebra a cara e começa de novo. Vai lá e mergulha. Vai lá e ressurge. Vai lá e ama.
Se o tempo das coisas não é o tempo do homem, provoque os acontecimentos.
Tudo flui rápido demais e pode te acontecer uma cama de hospital no meio das coisas que você ainda não fez.
Aconteça.
Apareça.
Vá ver sua mãe e seus amigos.
Vai conhecer aquele país, nem que seja a prestação.
Case-se com seus desejos e tenha uma lua de mel constante.

Encara a ferrugem dos seus sonhos.

Quem sabe amanhã você acorda sem o gosto amargo do tempo que já foi…

(Adriana Araf)


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