Noite: quero teu colo para descansar…

(Adriana Araf)

 

Confie em suas ideias, mesmo se insistirem que são equivocadas.

E se você quebrar a cara e alguém vier com aquele famoso “Eu não te falei?”, responda “Enquanto você falava, eu agia.”

Tenha coragem em suas imaginações…

(Adriana Araf)

 

Dormir: sagrado.

Acordar: divino.

Amar: essencial.

O resto é insônia da alma.

(Adriana Araf)

 

Oportunidades de respiro

Dizem que quando algo acontece em nossas vidas, acontece tudo de uma vez, sem avisos antecipados. Shakespeare diz que tudo “vem aos batalhões”. Assim, como depuração mesmo, onde tudo parece estar fervendo na mais alta temperatura. Se isso é certo, acaso ou ocaso, não se iluda: todas as suas jornadas passarão por períodos difíceis e perdas. Sim, como pedaços retirados do teu corpo. Existirão percalços na sua estrada, notícias desagradáveis, atrasos, não realizações, amores frustrados, acidentes, doenças, partidas, aborrecimentos, arrependimento entre o que eu sou, o que já deveria ter sido e o que eu não fui, desejos não satisfeitos, dias em que preferimos não acordar, momentos de desmoronamentos, acontecimentos que irão testar a sua perseverança, coragem, autodisciplina, responsabilidade para consigo mesmo e para com o outro, integridade e amor pela vida em si, por mais tormentosa fase em que ela se encontre.
Sãos os famosos “testes da vida”, que exigirão esforço sobrehumano em prol da manutenção da esperança, abrir trilhas não percorridas, fazer dos problemas verdadeiras oportunidades de respiro.
A quem recorrer e no quê acreditar? Lealdade a si mesmo e ao instinto másculo de sobrevivência que temos, à amizade de alguns amigos fiéis (você irá se surpreender como eles existem), ao ato de ativar da sua fé em Deus para a travessia gloriosa das batalhas. Como eu li uma vez “É por meio das provações que Deus nos molda para propósitos mais elevados.” Ande, por mais que a caminhada seja exigente para seus pés já calejados. Para frente, é claro.
(Adriana Araf)

Chegada de Primavera

A cidade amanheceu mais fresca e a chuva chamou os aromas da terra. A seca começa a sair de cena e pontos verdes começam a colorir o chão. O vento, ainda tímido, está começando a bagunçar o cabelo das moças e assobios naturais tocam as cortinas das janelas.
Começo de Primavera é assim.
Todo começo é bom e, dessa troca de estações, o que sabemos é que um ciclo vai para outro nascer. E depois outro. E depois outro. E depois aquele outro da seca de novo. Os pingos em série, os cabelos despenteados, as cortinas esvoaçantes.”
(Adriana Araf)

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