Metáfora do Inverno

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(…) E começam a cair as folhas amareladas antes seguras num caule verde. O sol ensaia partidas. Há uma espécie de recado natural de que o aquecimento das manhãs já breve não se encontrará mais à disposição. As noites serão mais incômodas e silenciosas, as roupas  grossas descerão do fundo do armário. O silêncio será percebido diante da ausência de falas e de energia. Ressoarão pensamentos. As casas serão fechadas. As fumaças quentes das xícaras de chá irão se misturar ao ar impostamente frio. Faltará humor. Sobrarão vazios. (…)

Adriana Araf

Reflexão

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“Se eu pudesse deixar algum presente à você, deixaria aceso o sentimento de amar a vida. A consciência de aprender tudo o que foi ensinado pelo tempo a fora. Lembraria a ti os erros que foram cometidos para que não mais se repetissem. E conservaria a essencial capacidade de escolher novos rumos. Deixaria para você, se pudesse, o respeito aquilo que é indispensável. Além do pão, o trabalho. Além do trabalho, a ação. E, quando tudo mais faltasse, um segredo para sua salvação: o de buscar no interior de si mesmo a resposta e a força para encontrar a saída.”

Mahatma Gandhi

A frase dele…

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“É preciso sentir plenamente as dores: das perdas, do luto, do fracasso. Eu acho um tremendo desastre esse ideal de felicidade que tenta nos poupar de tudo o que é ruim.”

Contardo Calligaris

Cautela e Força

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(…) E uma vez que a tempestade acabou, você não vai se lembrar como você fez isso, como você sobreviveu a ela e você não vai ter certeza se a tempestade realmente acabou. Embora uma coisa seja certa, quando você sair dessa tempestade, você não será a mesma pessoa que entrou nela (…)

in Crônica do Pássaro de Corda, de Haruki Murakami

Leitura

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(…) Escrevo de mãos atadas. Na concretude do meu quarto de onde eu não saio faz algum tempo. Escrevo sem poder escrever e por isso escrevo. De resto, não saberia o que fazer com este corpo que, desde a sua chegada ao mundo, não consegue sair do lugar. Porque eu já nasci velha, numa cadeira de rodas, com as pernas enguiçadas, os braços ressequidos. Nasci com cheiro de terra úmida, o bafo de tempos antigos sobre o meu dorso. Por mais estranho que isso possa aparecer, a verdade é que nasci com os pés na cova. Não falo de aparência física, mas de um peso que carrego nas costas. Um peso que me torce os ombros e endurece o pescoço e que me deixa dias à fio – às vezes um, dois meses – com a cabeça no mesmo lugar (…).

de Tatiana Salem Levy, A chave de casa


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