O direito ao exílio

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“Exilar-se como forma de proteger-se, experimentar-se, entender as próprias ideias e os impulsos. Quem exerce um direito assim sabe que, depois de praticado, se emergirá mais resoluto. As fraquezas, dúvidas, medos e outras seguidas sensações contrárias precisam ser secadas por esse decreto próprio de retirada. Não circular e nem acompanhar os movimentos alheios repetitivamente como forma de não andar em círculos e voltar exausto ao ponto de partida. Buscar a linha reta com o firme propósito de encontrar outros destinos e talvez até rever o seu para melhorar os parcos resultados e experienciar um novo olhar depois da montanha (aquela altíssima que te impede de ver o lado de lá). Para uns, dias jogados fora com reflexões sem fim. Para outros, nutrição da alma e serenidade dos barulhos internos. Para todos, uma necessidade tão igual quanto a comer ou dormir.”

(Adriana Araf)

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