Compasso

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(…) Tal como as pedras preciosas são retiradas da terra quando brilham mais, nós também o somos da zona emocional brilhante do conforto. Por vontade própria ou levados a, certo é que o refresco das situações nos escapa quando menos esperamos. Tínhamos um dia agradável dentro de uma rotina emendada por sucessivas atitudes e sabíamos onde aterrizar. De repente não mais que de repente vemo-nos caídos do ninho confortável e habitual do trabalho, da presença do ser amado e das relações familiares. Ali, soltos, espalmados e sem outras mãos para servirem de apoio, não há nortes. Machucados, esgarçados, pegamo-nos sem forças para levantar. Permanecendo quietos por fora e barulhentos por dentro, perdidamente prostrados, entramos em compasso de espera pela natureza sábia do resgate. Nossa única contribuição para o quadro resulta numa calma dolorosa somada a reticentes deduções do que poderia ter sido se tivesse sido.

(Adriana Araf)

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