O amor

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“Nunca diga que ama alguém se não conhecer as fraquezas desse alguém, as suas quedas, o que lhe aconteceu e o que não lhe aconteceu. Nunca diga que ama alguém sem conhecer a sua história, as suas feridas, os seus reinícios. Amar a pessoa na fortaleza de sua vida é algo tão normal, tão fácil, que outro comportamento poderia ser entendido como contrário. Amar o macio é confortável e até dedutível. Difícil é amar as falhas, as agruras, os erros, as perdas. A dor. Amar as faltas, as ausências. Entender com amor profundo o que não aconteceu ao ser amado e o que ele desejava tanto. Sentir essa falta com ele. Amar o vácuo de alguém é amor sublime. Dar amor na doença de alguém é lhe dar vida. Costurar seus retalhos corporais esgarçados, bordando-os. Nunca diga que ama alguém pela sua bela vestimenta e sabores. Ame o nu. Ame de forma despojada. Nunca diga que ama alguém sem lhe ser misericordioso em silêncio. Aliás, ame em silêncio. Propague seu amor apenas para a alma do outro. Feito isso, terás experimentado amar em plenitude e atingido o amor divinal. Ame sabendo que nada é teu.”

(Adriana Araf)

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