Ignorai os ignorantes

Cores
Não quero falar mais nada,
meu silêncio já diz tudo,
e, além da boca fechada,
mantenho o coração mudo.
Se é inútil o embate,
da afronta faço desvio;
deixo o cão que tanto late
ter resposta no vazio.
Prefiro sair de cena,
sem dar asa à contenda;
o que, pois, não vale a pena
não aceito que me prenda.
E a ninguém dou ousadia,
sou voo de liberdade;
só gasto minha energia
no que dá mesmo vontade.
Perder o tempo à toa,
pra, afinal, chegar aonde?
Arredo fácil, de boa
Mais sábio é quem se esconde.
Bem ignoro e largo o ignaro
na indiferença, sozinho;
dispenso qualquer reparo
e sigo em paz meu caminho.
Autora: Anne Mahin
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