Fluididade

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“Ainda que você resolva aproveitar a vida lançando um firme decreto depois de se convencer de inúmeras perdas, o tempo vai ser curto. Sob qualquer ângulo, o tempo será breve: as crianças crescem, os dias se sucedem, as rugas chegam, o comércio antigo dá lugar ao moderno, os pais denotam um físico mais cansado e o mapa mundi parecerá pouco explorado. O relógio não pára. A vida útil, consumida em tantas coisas inúteis, precisa ser repensada. O verbo acumular necessita deixar de ser conjugado. Há necessidade de largar e cortar a tesouradas um amontoado de cargas. Pense: sob qualquer ótica, o tempo será efêmero. O tarde demais tem uma força estúpida e o adeus é uma frase dura, que vai ser arrancada de teu âmago de qualquer modo. Silenciosamente ou em gritos, ela será pronunciada. Em face disso, enquanto respiras e enquanto respiram os amores de sua vida e as coisas amadas, aproveite-as. Há urgência.”

Adriana Araf

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