Fisga na alma

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“Há diversos tipos de saudade. A que nos queima por coisas não acontecidas, a que nos refresca os sentidos por momentos bem vividos. A saudade dos distantes acessíveis e daqueles intocáveis que estão por perto. E há aquela responsável pela sangria das coisas que se afundaram no mar da alma. Para retirar essa fisga, teríamos que mutilar nossas mentes, espíritos e corpos de algum modo e corrermos sérios riscos de morte emocional por atos desencadeados por nós contra nós mesmos. Desse modo, vive-se com tudo isso de forma pacífica e bélica ao mesmo tempo, em puros contrastes. Um dia, saudosos, permitimo-nos mais silêncio e mais lágrimas; noutros, mais extrospectivos, expandimo-nos em novas alegrias e conquistas, numa espécie de comando interno para seguirmos em frente sem tantos pesares.”

(Adriana Araf)

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