Astenia emocional

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“(…) Decretei-me, mesmo sem forças, não satisfazer mais suas loucuras e nem atender aos seus cansativos questionamentos. Isso vai desde colocar saias de flores que tanto me fazem feminina, como não dar horários aos meus sopros de liberdade. Quero viver sem torturar meu pobre espírito que desconhece a paz há muito tempo. Preciso abandonar suas asperezas e experimentar de delicadezas sucessivas e abundantes. Preciso ser acalentada pela nobreza humana que existe em mim. Seu tratamento é escabroso e não condiz com o que minha alma espera. De dia, faço torcida silenciosa para que a noite não venha. Nas noites, ao teu encontro áspero, rogo para que o sol venha e me reponha a energia roubada por momentos torpes.  A astenia impera e é visível a anemia emocional por todos os cantos da minha desgastada pessoa. Meu olhar é seco, minhas mãos se encerram em gestos básicos. Minha intenção nada escondida é me tornar invisível. Padeço em pedaços sem me dar conta de como farei minha indispensável reconstrução. Sinalizo fim, quando o que quero é um começo (…)”

Adriana Araf

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