Aprender a ceder para sobreviver

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“Aos sonhos, como aos pesadelos, chega sempre a hora da gente acordar. É essencial compreender a realidade, viver de olhos abertos, acolher a simplicidade da vida antes de querer resolver a complexidade do mundo.

Cada um de nós tem o seu lugar no mundo, mas talvez a ninguém caiba o do centro. Nas nossas relações com o mundo, com os outros e conosco, é mais sábio aceitar do que impor, admirar do que exibir, amar do que procurar ser amado.

Viver é aprender a ceder. Assim, alibertarmo-nos de nós mesmos. Só o nosso espírito nos pode soltar porque só ele nos aprisiona.

Ser autenticamente feliz depende de uma transformação na forma de olharmos o mundo, aceitando-o sem grandes condições e agindo sem precipitações. Há que abrir espaços em nós para que a serenidade que assim se alcança convide a felicidade a fazer do nosso espírito morada sua.

A humildade e a simplicidade são formas de ser, não de parecer ser.

Um erro comum é querer ser tudo já. Nunca nada chega ou basta. E são tantas vezes as saudades a revelarem-nos o verdadeiro valor dos instantes vividos mas já passados.

As pressas atropelam o tempo. Importa não cair na tentação de querer ser senhor do próprio futuro e aprender a confiar mais. Cedendo espaço à esperança.

Afinal, quantas vezes uma tragédia, decepção, desilusão ou uma simples despedida, ao invés de serem tristes fins revelam-se, depois, como os pontos de partida das nossas maiores aventuras?”

José Luís Nunes Martins, em Filosofias – 79 Reflexões

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